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Temporada de balanços nos EUA terá régua mais alta e menos surpresas, diz XP

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Temporada de balanços nos EUA terá régua mais alta e menos surpresas, diz XP

A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2026 nos Estados Unidos começa sob um cenário mais desafiador para as empresas e para os investidores.

Em relatório, a XP projeta crescimento de cerca de 31% no lucro por ação (LPA) agregado das companhias do S&P 500 na comparação anual, desempenho ligeiramente superior à expectativa do mercado (em 29% a/a), mas alerta que a elevação das estimativas ao longo dos últimos meses reduziu a margem para surpresas positivas.

Entre as principais companhias que divulgarão seus dados nos próximos dias estão: JPMorgan, Johnson & Johnson, Goldman Sachs e Wells Fargo, na terça-feira (13); Bank of America, ASML, Morgan Stanley e BlackRock na quarta-feira (14); e TSM e Charles Schwab na quinta (15).

Leia também EUA ameaçam bloquear armas para Ucrânia devido a ataques a refinarias, diz FT A mensagem dos EUA incluía ameaças de interromper o compartilhamento de inteligência e o mecanismo Purl (Lista de Necessidades ‌Prioritárias da Ucrânia) para ​a aquisição de armas norte-americanas pela Ucrânia, acrescentou a reportagem A casa espera que o lucro por ação das empresas do índice alcance US$ 91 no terceiro trimestre, avanço de 31,4% sobre o mesmo período do ano passado e 1,6% acima do consenso de mercado.

O desempenho continua sendo impulsionado principalmente pelos segmentos de tecnologia e energia, que lideraram as revisões positivas nas projeções ao longo do trimestre.

Segundo os estrategistas da XP, o comportamento das estimativas neste trimestre fugiu do padrão histórico.

Normalmente, as empresas adotam um tom mais conservador em seus guidances, o que leva analistas a reduzirem suas projeções antes da divulgação dos resultados.

Desde 2022, o corte médio nas estimativas para o terceiro trimestre costuma ser de aproximadamente 2,6%.

Desta vez, porém, ocorreu o movimento oposto.

O lucro esperado para o S&P 500 avançou significativamente ao longo do ano, refletindo a incorporação de fatores como o ciclo favorável para semicondutores e memória relacionada à inteligência artificial, além da forte recuperação dos preços do petróleo.

“Além disso, as revisões positivas por empresa começaram a perder fôlego em setembro, sinal de que o otimismo está cada vez mais concentrado em poucos nomes”, afirmam os analistas.

A projeção de lucro por ação para o período passou de US$ 80, no fim de 2025, para US$ 89,55 às vésperas da temporada de balanços.

Na prática, isso significa que boa parte da melhora operacional esperada pelas empresas já está refletida nas estimativas atuais.

Por esse motivo, a XP avalia que o debate do mercado neste trimestre deverá ser diferente do tradicional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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