Dólar sobe com tensão no Oriente Médio e avanço do petróleo
O dólar fechou esta quinta-feira (20) em alta de 0,33%, a R$ 5,194.
Dois fatores interferiram: a alta do petróleo — que aumentou a cautela dos investidores — e a nova escalada do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
A Bolsa de Valores, por sua vez, encerrou o dia próxima da estabilidade, em avanço de 0,05%, aos 167.927 pontos.
A valorização do petróleo beneficiou as ações da Petrobras, cuja alta ajudou a limitar as perdas do índice.
Analistas repercutiram a nova escalada do conflito entre Washington e Teerã.
Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai conduzir uma “guerra econômica sem precedentes” contra o Irã e ameaçou países que “oferecem qualquer tipo de salvação” financeira ao regime iraniano.
Em resposta, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o plano tem como objetivo “distrair da própria crise dos Estados Unidos”.
Nos últimos dias, o Irã também avaliou atacar alvos militares americanos na Europa caso Trump intensifique a guerra, segundo pessoas próximas ao regime.
O estreito de Hormuz permanece fechado, enquanto Teerã exige que os Estados Unidos cumpram condições de um acordo provisório firmado em junho.
Entre as exigências estão o fim do bloqueio aos portos iranianos, a suspensão das sanções sobre o petróleo, a liberação de ativos congelados e a interrupção de ameaças e operações militares americanas.
Antes da guerra, o estreito de Hormuz era responsável pela passagem de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Com a interrupção da rota, investidores voltam a temer um choque de oferta de energia.
A perspectiva aumenta a cautela nos mercados e pode pressionar a inflação global.
Com o cenário indefinido, o barril de petróleo voltou a subir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.