Monitoramento climático: entenda por que Campinas vai instalar 19 estações meteorológicas em escolas
Estação Meteorológica instalada em Campinas Fernando Suenaga/PMC A Defesa Civil de Campinas (SP) está instalando 19 estações meteorológicas em escolas municipais para ampliar o monitoramento das condições do tempo e fortalecer a prevenção diante de eventos climáticos extremos.
De acordo com a administração municipal, essas unidades fazem parte da expansão da rede de monitoramento e estão em fase de validação.
Os primeiros equipamentos foram colocados nos seguintes pontos: Centro de Educação Infantil (CEI) Doutor Perseu Leite de Barros, na Vila Itapura; Emefeja Oziel Alves Pereira, no Parque Oziel; CEI Doutor Cláudio de Souza Novaes, no Jardim Florence 1.
No total, considerando os que serão colocados nas unidades de ensino, serão 21.
Desses, dois estão no Museu da Imagem e do Som (MIS), no Centro, e na Mata de Santa Genebra, em Barão Geraldo.
Os dados da estação meteorológica estão interligados ao sistema de Defesa Civil de Campinas e ao Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.
Como funciona a estação meteorológica? As estações meteorológicas realizam medições automáticas e transmitem informações para a Defesa Civil a cada cinco minutos.
Entre os dados coletados estão: temperatura do ar; umidade relativa do ar; volume de chuva; velocidade e direção do vento; pressão atmosférica; radiação solar; concentração de dióxido de carbono (CO₂).
O monitoramento permite acompanhar com maior precisão as condições meteorológicas em diferentes regiões do município e apoiar a emissão de alertas à população.
Segundo a Secretaria de Educação, a escolha pela instalação nas unidades de ensino permite que as crianças tenham novos aprendizados sobre educação ambiental.
Monitoramento mais inteligente Além da ampliação da rede de estações, a Defesa Civil está desenvolvendo projetos que utilizam inteligência artificial para integrar as informações coletadas pelos equipamentos com: dados do radar meteorológico; sensores de detecção de raios; imagens de câmeras de monitoramento.
A Prefeitura afirma que o objetivo é tornar os alertas cada vez mais regionalizados e permitir respostas mais rápidas durante temporais, ondas de calor, estiagens, inundações e outros eventos extremos.
Parte do pacote de ações climáticas A implantação das estações integra o pacote de ações da Prefeitura de Campinas para enfrentamento dos extremos climáticos, alinhado ao Plano Local de Ação Climática e ao Plano Local de Resiliência e Redução de Riscos de Desastres.
Entre as medidas previstas estão a ampliação do monitoramento meteorológico, o fortalecimento dos sistemas de alerta, a capacitação da população e o investimento em tecnologias voltadas à prevenção e à redução dos riscos de desastres.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.