“Vaticano e Rússia se reúnem para diálogo sobre a Ucrânia”
Monsenhor Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, reuniu-se nesta quinta-feira (27) em Moscou com Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin.
O encontro faz parte de uma missão diplomática para preparar possíveis novos canais de diálogo sobre a guerra na Ucrânia e segue conversas prévias com o chanceler russo, Sergey Lavrov.
Vaticano e Rússia se encontram em Moscou para discutir o conflito na Ucrânia.
Monsenhor Paul Richard Gallagher realizou reuniões de alto nível com autoridades russas.
A iniciativa busca facilitar futuras visitas do cardeal Matteo Zuppi, enviado do Papa Francisco.
A informação do encontro entre Gallagher e Ushakov foi divulgada pela Secretaria de Estado da Santa Sé nas redes sociais, indicando que os dois discutiram “temas de interesse internacional atual”.
A missão de Gallagher à Rússia, que se encerra nesta sexta-feira (28), tem como objetivo principal pavimentar o caminho para discussões construtivas sobre a crise ucraniana.
A diplomacia vaticana busca mediação na Ucrânia? Na última terça-feira (25), o representante do Vaticano já havia se reunido com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em seu primeiro compromisso oficial no país.
Na ocasião, Gallagher defendeu veementemente o fim do conflito, que já dura quatro anos e meio.
Após a reunião com Lavrov, o chefe da diplomacia vaticana classificou a conversa como “franca e construtiva”.
Além da guerra na Ucrânia, os dois diplomatas trataram das relações bilaterais entre Vaticano e Rússia e da situação em outras regiões do mundo, incluindo o Oriente Médio.
A agenda de Gallagher também visa preparar o terreno para uma eventual nova visita a Moscou do cardenal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e interlocutor do Papa Francisco nas discussões sobre a guerra na Ucrânia.
Zuppi já esteve na capital russa duas vezes, em 2023 e 2024.
Nas duas ocasiões, porém, o governo de Vladimir Putin se recusou a discutir os aspectos políticos do conflito, restringindo as conversas principalmente a questões humanitárias, o que tem limitado o avanço das negociações de paz. (ANSA)
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