Problemas na fala e ansiedade: psiquiatra Guilherme Polanczyk cita riscos da exposição de telas a crianças
No Provoca da última terça-feira (25), Marcelo Tas recebe o psiquiatra Guilherme Polanczyk , especialista em saúde mental de jovens.
Durante o programa, o convidado cita os principais riscos da exposição precoce de telas a crianças e adolescentes. Segundo Polanczyk, antes dos três anos , a recomendação é evitar qualquer contato com celulares, tablets e computadores em geral .
" Antes dos dois, eu diria até três anos, não tem porquê uma criança ser exposta às telas. Não tem nenhum benefício . Ao contrário (...) boas evidências mostram que há um prejuízo importante sobre linguagem , já aos dois... três anos, o que é algo muito importante se a gente for pensar em desenvolvimento lá na frente, por exemplo, desde um menor vocabulário até uma menor capacidade receptiva e expressiva das crianças nessa idade", explica.
A popularidade e atratividade de jogos virtuais entre crianças de idade escolar e pré-escolar também é um ponto de alerta citado por Polanczyk. De acordo com ele, o exagero com jogos e telas nessa idade pode resultar em prejuízos relacionados à interação socal.
"A gente vê que os prejuízos vão ser variados. São muitos prejuízos relacionados à interação social, à percepção do outro. Lá na frente, a gente tem alguns estudos na adolescência que mostram um prejuízo em termos de bem-estar e aumento de ansiedade e depressão, principalmente na puberdade. Aí a gente tem efeitos que podem vir em cascata ao longo do tempo" , completa.
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