Favoritismo de Flávio Bolsonaro encolhe e freia festa antecipada da bolsa brasileira
A apenas quatro dias do segundo turno, o otimismo dos investidores durou exatas vinte e quatro horas.
Se na sessão de ontem uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) parecia dada como certa, a quarta-feira (21) veio para jogar água fria na euforia do mercado.
A disputa segue aberta - e os investidores pisaram no freio.
O motivo do banho de realidade atende pelo nome de Quaest.
A nova pesquisa mostrou Flávio com 45% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%.
Na semana passada, o senador tinha 46%, enquanto o presidente registrava os mesmos 44% de agora.
A diferença de apenas um ponto percentual escancara um empate técnico na margem de erro.
Mas não foi só esse dado que tirou o entusiasmo do mercado, foram as entrelinhas.
O Ibovespa, que havia subido 1,6% ontem, aos 208.296 pontos, recuou 0,9% hoje, negociado na faixa dos 206 mil pontos.
Parte da valorização recente da bolsa está ligada à expectativa de que uma vitória de Flávio abra espaço para uma política econômica mais comprometida com o ajuste fiscal.
Com menos dúvidas sobre as contas públicas, os investidores poderiam exigir juros menores para financiar o governo.
Isso, em tese, ajudaria a reduzir as taxas futuras e daria fôlego às ações.
Mas a eleição ainda não está decidida.
E a nova pesquisa traz sinais de que Flávio terá trabalho para ampliar sua vantagem até domingo (25).
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