Por que a Bósnia e Herzegovina tem esse nome?
Inicialmente, o território era chamado apenas de Bósnia, em referência ao rio Bosna, que atravessa a região.
O segundo nome surgiu quando o príncipe Stjepan Vukčić Kosača autoproclamou seu território, no sul, como um ducado independente.
“Herzegovina” quer dizer “terra do duque” (Herzog é “duque” em alemão, e óvina significa “terra” na língua servo-croata).
Assim, com o tempo, o território completo passou a ser chamado de Bósnia e Herzegovina.
“Paulistano”, “recifense”… Quem define o gentílico de um lugar? Localizada na Península Balcânica, a região começou a ser ocupada por povos eslavos no início do século 7.
No século 15, o território foi conquistado pelo Império Otomano, que introduziu o islamismo na região.
Desde então, a população passou a ser formada principalmente por três grupos étnicos: os bósnios (ou bosníacos, majoritariamente muçulmanos), os croatas (majoritariamente católicos) e os sérvios (majoritariamente cristãos ortodoxos).
A convivência entre eles é marcada por conflitos.
Após quatro séculos de domínio otomano, a administração passou para o Império Austro-Húngaro em 1878.
Após a Primeira Guerra Mundial, com a queda do império, passou a integrar o Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos, que mais tarde recebeu o nome de Reino da Iugoslávia.
Continua após a publicidade Durante a Segunda Guerra Mundial, foi ocupada pelas forças da Alemanha nazista e, com o fim da guerra, se tornou a República Socialista Federativa da Iugoslávia.
É daí que vem a impressão de que o país seria “dois lugares unidos”.
A Iugoslávia se desintegrou entre 1991 e 1992 em seis estados soberanos: Eslovênia, Croácia, Sérvia, Macedônia, Montenegro (desde 2006) e Bósnia e Herzegovina.
Continua após a publicidade Mas a independência da Bósnia e Herzegovina veio com uma intensa guerra civil entre os bósnios, croatas e sérvios, sobre como organizar politicamente o país.
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