Polícia prende grupo suspeito de amputar vítimas por dívidas em MG
Dez pessoas foram presas nesta quinta-feira (20 de agosto) na Operação Gargântua, que investiga agiotagem, extorsão e tortura em Minas Gerais, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais.
A polícia bloqueou cerca de R$ 22 milhões em bens dos investigados. Um dos suspeitos é considerado foragido pelas autoridades.
A operação ocorreu em Belo Horizonte, São José da Lapa, Vespasiano, Contagem e Capitólio. Até o momento, a investigação identificou 30 vítimas do grupo.
Agentes apreenderam R$ 170 mil em espécie, joias, relógios e três armas de fogo. Também foram recolhidas 90 munições, um contador de notas e um caderno com nomes de vítimas e valores devidos.
A operação também apura posse e porte ilegal de arma, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco/Deoesp), com apoio de outras unidades da PCMG, e mobilizou mais de 80 policiais. .
O grupo oferecia empréstimos diretamente a possíveis clientes, conforme a investigação. Os suspeitos distribuíam cartões de visita e divulgavam o serviço de porta em porta.
Após liberar o dinheiro, os investigados cobravam juros altos para receber os valores. A polícia afirma que o grupo usava violência e ameaças contra os devedores.
Segundo a polícia, em alguns casos, os suspeitos teriam amputado membros de vítimas e filmado as agressões. Os vídeos eram compartilhados nas redes sociais para intimidar outros devedores, e documentos de parentes eram usados nas ameaças.
Máscaras e roupas semelhantes a uniformes do Exército também foram encontradas na operação. Segundo a polícia, os suspeitos usavam os itens durante sessões de tortura para intimidar as vítimas.
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