sexta-feira, 18 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Esportes

Quatro anos sem Éder Jofre no MIS e debate com Ugo Giorgetti

UOL Esporte ·
Quatro anos sem Éder Jofre no MIS e debate com Ugo Giorgetti

Quatro anos após a morte de Éder Jofre, o primeiro campeão brasileiro de boxe ganha uma sessão especial no projeto Doc.MIS, do Museu da Imagem e do Som, em 24 de setembro, quinta-feira, na capital paulista.

O evento exibe Quebrando a Cara, cinebiografia concluída em 1986 — após um processo de filmagem iniciado em 1977 —, e terá debate com o diretor Ugo Giorgetti, que acompanhou o pugilista durante as gravações e registrou algumas de suas lutas.

O documentário também reúne cenas de arquivo de combates de Éder Jofre. As imagens carregam tanto uma aura de raridade quanto os sinais da passagem do tempo. São, portanto, um registro excepcional da trajetória do campeão e do boxe brasileiro de sua geração

Éder Jofre foi o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial de boxe. O documentário registra treinos, bastidores, a técnica e o corpo do campeão, além do ambiente do boxe profissional daquele período.

Ugo Giorgetti não é apenas o autor do filme. É testemunha. Acompanhou Éder Jofre durante as filmagens, registrou treinos e lutas. Mais de quatro décadas depois, é ele quem pode esclarecer o que as imagens mostram e o que deixam de fora. O debate após a sessão é umaoportunidade de ouvir o que o diretor testemunhou.

A sessão é um desdobramento do estudo conduzido pela pesquisadora Liniane Brum, no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A pesquisa identificou no documentário um registro raro da trajetória de Éder Jofre.

Quatro anos após a morte do pugilista, debater o boxe brasileiro é também manter vivo o seu legado.

"Eder Jofre não é alguém que chegou no boxe por acaso, por um desses deslocamentos e bruscas mudanças que podem acontecer na vida. Quando ele nasceu todos sabiam que seria pugilista. Restava só saber se seria dos bons. Porque era produto de uma dinastia ilustre de boxeadores. Por parte de pai e mãe, pugilismo era a tradição familiar. Assim Eder, como esses jovens de boas famílias que desde que nascem sabem que vão herdar o escritório de advocacia ou a clínica médica do pai, tinha plena consciência que seu destino estava traçado, tendo por alimento e incentivo as experiências acumuladas de vários membros da família. De fato, havia nas famílias Jofre - Zumbano um total de, se lembro bem, onze pugilistas." Ugo Giorgetti, cineasta

"Éder Jofre é fruto de um clã de pugilistas. Começou a treinar aos 12 anos de idade, sob a preparação do pai, José Aristides Jofre, o Kid Jofre, e a orientação ética e intelectual do tio, Waldemar Zumbano, verdadeiras lendas do pugilismo nacional. Nesse sentido, a sua prática esportiva e a conquista do título não foram ato solitário. Primeiro teve a família, depois a torcida, a mídia e, finalmente, o povo brasileiro, que o alçou a ídolo da estatura de um Pelé" (Liniane Brum)

Local: Museu da Imagem do Som - MIS - - Av.

Ler a notícia completa no UOL Esporte ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

Mais de UOL Esporte

Ver tudo ›

Mais em Esportes

Ver tudo ›