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Lucro da Motiva cresce quase 10% e chega a R$ 750 mi no 3º tri impulsionado por pedágio

UOL Notícias ·
Lucro da Motiva cresce quase 10% e chega a R$ 750 mi no 3º tri impulsionado por pedágio

São Paulo A Motiva (ex-CCR) registrou um lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 9,8% na comparação com o mesmo período de 2025.

A empresa atribui o resultado ao bom tráfego em rodovias e ao desempenho positivo de concessões em Minas Gerais, Rio, São Paulo e Paraná.

Neste ano, a Motiva iniciou a cobrança de pedágio na Motiva Paraná, responsável pelos 569 km que conectam o norte do estado a Ponta Grossa e ao Porto de Paranaguá, na Motiva Sorocabana, trecho de 460 km que abrange 12 rodovias no interior de São Paulo, e na RioSP, concessionária que opera a Dutra e a Rio-Santos, no Rio e em São Paulo.

A companhia afirma que a cobrança nessas rodovias elevou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para R$ 2,52 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 13,4% na comparação com o mesmo período de 2025. A margem Ebitda ficou estável, em 66,2%.

Em nota a jornalistas, o CEO da Motiva, Miguel Setas, disse que os resultados consolidam a nova fase da empresa, após a conclusão da venda dos ativos aeroportuários.

"Reforçamos o foco em Rodovias e Trilhos, com uma estrutura mais simples, maior foco operacional e uma estratégia de alocação de capital ainda mais disciplinada. Estamos bem-posicionados para maximizar a nossa geração de valor, sustentados por um balanço robusto e por um olhar estratégico para inovação e tecnologia", afirmou Setas.

A receita líquida da Motiva cresceu 13,6% na mesma base comparativa e chegou a R$ 3,8 bilhões, impulsionada pelo braço de Trilhos da empresa e por reajustes tarifários. As receitas complementares subiram 23%, na mesma base comparativa, e chegaram a R$ 92 milhões.

Fundação: 1999 Receita líquida: R$ 3,8 bi (3º tri) Número de ativos: 18 Estados em que está presente: 8 Carteira de rodovias: 5.044 quilômetros Passageiros de metrôs, trens e VLT: 750 milhões por ano Principais concorrentes: EcoRodovias, EPR e Arteris

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