Assessor de Jair Renan é investigado por agredir primo após eleição
Gustavo Schiphorst, assessor do vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan Bolsonaro (PL), é investigado por agredir um primo com garrafadas na noite de domingo (25), em Florianópolis, após a vitória de Lula (PT).
Gustavo e seu primo Marcelo Ribeiro Delgado Junior são vizinhos. Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o UOL teve acesso, a discussão começou quando Gustavo, os pais dele, Camila e Michel Schiphorst, e um amigo, Lucas Ferreira Amorim, passaram a arremessar garrafas de vidro após o resultado da eleição, quase atingindo um dos filhos de Marcelo.
Em depoimento na delegacia, a esposa de Marcelo relatou que ele foi até lá para pedir que parassem, mas começou a ser agredido pelo assessor de Jair Renan e seus familiares. "Além de terem fraturado seu braço, os autores desferiram golpes com garrafa de vidro em sua cabeça", diz. A mulher contou que tentou apartar a briga, mas também foi agredida.
Ele foi levado ao Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, com uma fratura no ombro esquerdo e hematomas no rosto. A esposa de Marcelo conseguiu medida protetiva contra Gustavo, Camila e Michel Schiphorst com base na Lei Maria da Penha — eles estão proibidos de se aproximarem dela, de seu marido e dos filhos.
Em nota, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que o boletim de ocorrência por crime de lesão corporal foi registrado na terça-feira (27) e que um inquérito foi instaurado pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital para apurar o caso.
Gustavo Schiphorst é assessor parlamentar de Jair Renan na Câmara Municipal de Balneário Camboriú desde julho deste ano, com salário de R$ 4.934,25 mensais. O filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi eleito deputado federal por Santa Catarina neste ano e assume a vaga a partir de janeiro de 2027.
Em nota, Jair Renan afirmou que tomou conhecimento do caso pela imprensa. "Cientes dos fatos, averiguamos com o mesmo sobre o ocorrido e nos foi relatado tratar-se de conflito familiar. Reafirmamos a nossa discordância sobre qualquer forma de violência, independentemente da sua motivação", diz o comunicado.
O vereador afirmou que vai aguardar as investigações para tomar eventuais providências, "sem juízo precipitado e prejudicial contra quem nos prestou bons serviços".
O UOL tenta localizar a defesa de Gustavo e dos demais envolvidos. Essa reportagem será atualizada em caso de manifestação.
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