Cuidado integrado e olhar da família contribuem para a inclusão de pessoas com TEA
Não existisse um roteiro único quando se trata de autismo .
Embora o diagnóstico seja o mesmo, as necessidades, habilidades, dificuldades e formas de comunicação podem ser completamente diferentes entre uma criança e outra.
Essa diversidade está no próprio conceito do Transtorno do Espectro Autista (TEA), classificado pelo Ministério da Saúde como uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa ao longo da vida.
No Brasil, o tamanho dessa realidade começou a ser dimensionado de forma inédita pelo Censo 2022.
Pela primeira vez, o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) incluiu uma pergunta específica sobre diagnóstico de autismo.
O resultado apontou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA, o equivalente a 1,2% da população brasileira.
Entre crianças de cinco a nove anos, a proporção chegou a 2,6%, a maior entre as faixas etárias analisadas.
“Quando falamos de TEA, não existe uma fórmula única.
Cada criança chega até nós com necessidades, habilidades e desafios diferentes”, afirma Márcia Ribeiro, diretora-executiva de Operações da Hapvida .
Segundo ela, a proposta da companhia é construir planos terapêuticos individualizados, com metas definidas por equipes multidisciplinares e revisadas periodicamente.
Na prática, duas pessoas podem procurar o mesmo serviço, ter o mesmo diagnóstico e ainda assim precisar de ajustes completamente diferentes.
Ao lidar com o TEA, o objetivo não é encaixar a criança em um modelo pronto, mas identificar quais habilidades precisam ser estimuladas, quais barreiras estão dificultando a rotina e quais estratégias fazem sentido para aquela trajetória.
Um diagnóstico, muitas histórias A experiência de Juan Rodrigues Grotti, de 11 anos, ajuda a mostrar essa diferença entre diagnóstico e trajetória.
Diagnosticado com TEA nível 1 e TDAH, Juan passou cerca de três anos em acompanhamento terapêutico pela Hapvida.
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