BrasilAgro (AGRO3) subiu 151 vezes desde o IPO; o que pode puxar o próximo ciclo (ou superciclo) das terras agrícolas?
Não é raro ouvirmos algo como: “E se eu tivesse comprado Bitcoin lá atrás, em 2009?” É claro que a valorização da criptomoeda é algo totalmente fora da curva, mas foi um pouco desse sentimento que tive ao olhar para a trajetória da BrasilAgro (AGRO3) .
Desde sua oferta inicial, em 2006, as ações da companhia acumulam uma valorização de 15.008,33% — ou cerca de 151 vezes.
Antes de ganhar escala no Brasil, essa lógica começou com nossos hermanos argentinos.
A Cresud, primeira companhia agropecuária latino-americana a ser listada na Nasdaq, em 19 de março de 1997, e controladora da BrasilAgro, com participação de 34,22% na empresa, também construiu sua trajetória sobre uma estratégia de aquisição, desenvolvimento e venda de terras.
Mais do que um caso de sucesso na Bolsa, essa alta ajuda a contar a história da transformação pela qual passou o mercado de terras agrícolas no Brasil nos últimos 20 anos.
E, diante de um novo cenário para commodities, biocombustíveis, demanda por alimentos e produtividade, surge uma pergunta inevitável: o que pode fazer a terra brasileira continuar se valorizando nas próximas décadas? Dentro da “tese imobiliária do agronegócio”, o sentimento é de que esse próximo capítulo de expansão não será apenas sobre a terra continuar se valorizando, mas sobre quanto dinheiro ela é capaz de gerar, uma combinação que vai muito além do preço do hectare.
O preço da terra começa n a soja André Guillaumon, CEO da BrasilAgro, quando questionado sobre um novo ciclo de valorização de terras, faz uma provocação.
“Depende.
Eu sempre brinco que os agronômos costumam responder ‘depende’ para as coisas, mas não vou responder assim.
O preço da terra está muito atrelado ao preço da commodity, principalmente da soja .
E você produz soja para três propósitos: farelo, óleo para consumo e biodiesel, que cresceu expressivamente nos últimos anos”, explicou, em entrevista ao Money Times .
O executivo afirma que o valor de uma propriedade agrícola está diretamente ligado à capacidade de geração de renda do ativo.
André Guillaumon, CEO da BrasilAgro (Foto: Divulgação) A lógica ajuda a explicar parte relevante da valorização das terras agrícolas brasileiras nas últimas décadas.
Conforme a produção de soja ganhou espaço no país e a demanda global pela oleaginosa cresceu, também aumentou o potencial de geração de renda dos hectares destinados à cultura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.