Quem é Léo Derik, lateral do Athletico condenado a 13 anos por estupro
O lateral-esquerdo Léo Derik, do Athletico, foi condenado a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma mulher.
Léo Derik nasceu em São Paulo, tem 21 anos e foi revelado pelo Athletico . Após anos na base, ele fez sua estreia no time profissional do Furacão durante o ano passado.
O lateral fez 39 jogos pelo Athletico desde sua estreia . Neste período, ele marcou apenas um gol, contra a Chapecoense, em 2025, durante vitória do Furacão por 3 a 2, na Série B.
Léo Derik não é titular absoluto no Athletico . Ele concorre com o argentino Lucas Esquível na lateral esquerda quando a equipe atua com linha de quatro defensores, mas também costuma ficar na reserva quando o esquema usado inclui três zagueiros.
O defensor tem passagem pela seleção brasileira sub-20 e fez parte de um vexame na Copa do Mundo da categoria . No ano passado, ele estava no elenco que disputou o Mundial e que nem sequer passou da fase de grupos — o Brasil empatou com o México e perdeu para Espanha e Marrocos. Léo Derik atuou nos três jogos.
Léo Derik foi condenado em primeira instância a 13 anos de prisão por dois estupros contra uma mulher . O jogador poderá recorrer da decisão em liberdade temporariamente. A Justiça paranaense entendeu que não estavam presentes os requisitos legais necessários para decretar a prisão preventiva neste momento do processo.
A decisão foi proferida pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba na última quarta-feira (12). O lateral-esquerdo de 21 anos nega as acusações, alega que as relações foram consensuais e vai recorrer da sentença em liberdade.
O primeiro estupro aconteceu em 16 de dezembro de 2023, em Curitiba, segundo a denúncia. O réu teria segurado os braços da vítima e tapado sua boca para impedir resistência durante a relação.
O segundo crime foi relatado em 4 de fevereiro de 2024, também na capital paranaense. O jogador teria dado tapas e um soco nas costelas da vítima para forçar o ato sexual.
A vítima afirmou, em juízo, que pediu repetidamente para o ato parar e disse ter sofrido agressões. "Pedi repetidamente para o réu parar, mas ele permaneceu sobre meu corpo, fazendo força", declarou, ao relatar o episódio de dezembro de 2023.
Em outro trecho do depoimento, ela descreveu efeitos emocionais e mudanças na rotina após o que relatou ter vivido. "Passei a apresentar crises de ansiedade e pânico" e "precisei trancar a faculdade", disse a ofendida em audiência.
O réu negou as acusações durante o interrogatório judicial. "As acusações de violência e conjunção carnal forçada lidas na denúncia são falsas", afirmou Léo Derik.
A defesa de Léo Derik declarou surpresa com a condenação em primeira instância. Em nota oficial, os advogados afirmaram que vão recorrer ao TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná) e que a decisão não é definitiva.
Os defensores criticaram o julgamento público antecipado do jogador. "Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência", disse a defesa.
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