Flávio Bolsonaro, um homúnculo rumo à cadeia
Político vil, sem espinha dorsal, ligado desde tenra idade à ala podre da polícia carioca, Flávio Bolsonaro honrou o golpismo paterno ao perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva.
Chegou ao segundo turno da disputa por uma conjunção de fatores, sendo os principais deles a bactéria neofascista que corrói democracias pelo mundo, o analfabetismo político de metade do Brasil e a incapacidade da mídia de tratá-lo como risco real à democracia.
Tivessem bom gosto musical – mas preferem aqueles insuportáveis sertanejos -, seus eleitores poderiam entoar neste momento a resignada canção de Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda intitulada “Não quero mais amar a ninguém”, a qual descreve a frustração como “beijo que nasceu e morreu sem se chegar a dar”.
A arte é franqueável até mesmo aos insensíveis.
A estatura moral de Flávio Bolsonaro é de rodapé.
Ao afirmar, cinicamente, que não reconhece a derrota eleitoral, dá partida a uma nova rodada de narrativas golpistas bem ao gosto da família.
Está no DNA.
Claro, há um Donald Trump ao norte a lhe fornecer ombros para chorar, mas nada causará além de chateação.
Um Trump que, depois das eleições parlamentares americanas de novembro, verá seu poder virar pó.
O senador que mentiu descaradamente durante a campanha eleitoral, como na vida inteira, terá enormes dores de cabeça judiciais.
As chances de fazer dobradinha de condenados com o pai são grandes – até o mundo mineral sabe que a Presidência da República, e só ela, brindar-lhe-ia de investigações por crimes vários.
Duas delas estão na ordem do dia.
Daniel Vorcaro e Willer Tomaz assombram o senador nos estertores do mandato.
No caso da primeira assombração, só mesmo a figura partidária do ministro André Mendonça justifica a não prisão cautelar de Flávio após conhecimento da fraterna solicitação milionária para financiar um filme-lixo, segundo versão para boi dormir.
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