Trump ordena retorno ao sistema de catapultas a vapor em porta-aviões
O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que a Marinha americana abandone o moderno sistema de lançamento eletromagnético em um futuro porta-aviões e, em vez disso, retorne a um método mais antigo de catapultas a vapor — o que pode acrescentar bilhões ao custo do projeto e adiar sua entrada em operação para o final da década de 2030.
A diretriz, detalhada em um memorando e em uma ficha informativa da Casa Branca divulgados na quinta-feira (13), determina que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, apresente um plano em até 60 dias para instalar os sistemas de catapulta em um porta-aviões em construção, que deverá receber o nome de USS Doris Miller.
Embora a Casa Branca argumente que a medida irá “resolver problemas críticos de longo prazo”, especialistas navais afirmam à CNN que essa mudança repentina é altamente incomum.
Leia mais Trump rebate críticas sobre saúde de militares em porta-aviões dos EUA Como é o porta-aviões USS Abraham Lincoln onde marinheiros vivem crise Governo Trump troca porta-aviões da guerra em meio à crise com marinheiros O mais recente porta-aviões dos EUA, o USS Gerald R.
Ford, foi construído com um sistema de lançamento eletromagnético conhecido como EMALS.
No entanto, os 10 porta-aviões mais antigos da Marinha dos EUA, da classe Nimitz, ainda utilizam catapultas a vapor.
Bryan Clark, pesquisador sênior do Hudson Institute, acrescentou que a medida exigiria o reprojeto do USS Doris Miller, que já está em construção.
O custo disso, disse ele à CNN , “provavelmente chegará à casa dos bilhões”, e a mudança poderia atrasar o porta-aviões — cuja entrada em serviço estava prevista para cerca de 2034 — “até o final da próxima década”.
O sistema eletromagnético é semelhante a um trem de alta velocidade, o que o torna “muito mais simples”, segundo Clark.
Por outro lado, a catapulta a vapor possui muito mais componentes, como válvulas, reguladores de pressão e pistões, afirmou ele.
“Os sistemas eletromagnéticos provaram ser mais fáceis de operar e menos dispendiosos em termos de pessoal e manutenção.
Assim, a Marinha economizou US$ 100 milhões por ano com o porta-aviões da classe Ford”, disse Clark.
Ao ser procurado para comentar, um porta-voz da Casa Branca encaminhou a CNN à ficha informativa, que argumenta que o memorando visa “resolver problemas críticos de longo prazo nos programas de construção e reparo naval da Marinha”.
Trump tem demonstrado uma obsessão pela questão das catapultas a vapor versus as eletromagnéticas há anos, alegando, em um evento no mês passado, que a tecnologia mais moderna é mais difícil de consertar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.