Cosan tem prejuízo de R$ 320 milhões no 2º trimestre com baixa contábil
A Cosan registrou prejuízo líquido de R$ 320 milhões no segundo trimestre de 2026, impactada por uma baixa contábil (impairment) de R$ 233 milhões após assinar uma carta de intenção para vender o Porto São Luís por R$ 300 milhões. A holding, que atua em logística, gás, lubrificantes e terras agrícolas, divulgou o balanço nesta sexta-feira (14).
A carta de intenção para o Porto São Luís previu earn-out indicativo de R$ 50 milhões por novo berço implementado até 2035. A conclusão da operação dependeu da assinatura de documentos definitivos e de condições precedentes, segundo a companhia.
Além do ajuste contábil (impairment), o prejuízo refletiu menor despesa tributária efetiva, melhora do resultado financeiro e redução das despesas gerais e administrativas. A companhia também citou a ausência de reconhecimento do resultado da Raízen pelo método de equivalência patrimonial. Sem o ajuste contábil do Porto São Luís, o prejuízo teria sido de R$ 167 milhões, segundo a empresa.
O Ebitda ajustado consolidado foi de R$ 3,92 bilhões no trimestre. O valor incluiu ajustes de R$ 401 milhões relacionados ao ajuste contábil do Porto São Luís na Cosan e ao provisionamento para perdas de valor na Malha Sul da Rumo.
Na Cosan Corporate, a dívida líquida expandida caiu para R$ 9,22 bilhões, redução de 19,65% frente ao primeiro trimestre. A companhia atribuiu a queda aos recursos da oferta secundária da Compass, usados para amortizações antecipadas de debêntures e notas comerciais.
A Radar faturou R$ 112 milhões, queda de 39,13%, e teve Ebitda de R$ -29 milhões. A companhia atribuiu o resultado à reavaliação de terras ligada à venda anunciada de propriedades e à menor renda de arrendamentos após a queda dos preços de ATR (Açúcar Total Recuperável).
Segundo a companhia, o IPO secundário da Compass totalizou R$ 3 bilhões e gerou aproximadamente R$ 2,3 bilhões em recursos líquidos para a Cosan. As amortizações antecipadas de principal da dívida bruta somaram R$ 8,8 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, informou a empresa.
A companhia introduziu sua projeção de resultados (guidance) de 0,8 a 1,2 vez para o DSCR LTM ao fim de 2026. O indicador ficou em 0,2 vez no segundo trimestre. Os administradores afirmaram que "A queda foi impulsionada principalmente pela menor contribuição de dividendos e juros sobre capital próprio recebidos nos últimos doze meses, além de despesas financeiras ainda elevadas nessa base".
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.