Petrobras teme sanções dos EUA ao romper contrato com distribuidora
A Petrobras citou o temor de sofrer sanções do governo dos Estados Unidos para justificar o rompimento de contratos de fornecimento de combustíveis com a distribuidora Rede Sol.
Controlada pelo governo federal, a Petrobras chegou a interromper o fornecimento ao alegar riscos decorrentes de possíveis vínculos da distribuidora com estruturas associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Atualmente, porém, uma liminar da Justiça do Rio de Janeiro obriga a estatal a manter o abastecimento de gasolina e diesel para a distribuidora, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 100 mil.
A justificativa foi apresentada pela Petrobras em uma ação movida pela Rede Sol.
A distribuidora recorreu à Justiça após ser comunicada, em 2 de julho, de que os contratos seriam encerrados e o fornecimento interrompido a partir de 1º de agosto.
A distribuidora alega que a estatal se baseou apenas em uma investigação preliminar do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e em notícias jornalísticas, sem provas de que haja ligação com o PCC.
Os advogados da Petrobras afirmaram que a manutenção da relação comercial entre as duas empresas poderia provocar bloqueios de ativos, restrições bancárias e dificuldades em operações internacionais decorrentes de medidas impostas pelos Estados Unidos.
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