Aquecimento global ultrapassará 1,5°C, alerta relatório do Pnuma
O aquecimento global deve ultrapassar nos próximos anos o limite de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, considerado a meta mais ambiciosa estabelecida pelo Acordo de Paris.
O alerta foi emitido em um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado nesta quarta-feira, 2, com base em dados coletados em Roma.
O aquecimento global deve superar o limite de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, com o cenário mais otimista do relatório Pnuma prevendo +1,8°C.
Para limitar a intensidade e duração da ultrapassagem, são necessárias medidas rápidas de redução de emissões e remoção de dióxido de carbono da atmosfera.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e a WWF defendem maior ambição climática dos países e alertam para os riscos crescentes e irreversíveis.
Cenários e alternativas para conter o aquecimento Intitulado “Limiting Overshoot” (“Limitando a Ultrapassagem”), o documento do Pnuma aponta que, mesmo nas projeções mais otimistas, a elevação da temperatura poderá atingir +1,8°C.
A maioria dos demais cenários analisados no estudo prevê picos ainda mais elevados.
Apesar da perspectiva alarmante, o relatório indica que ainda é viável limitar a intensidade e a duração do período em que o planeta permanecerá acima do patamar de 1,5°C.
Para alcançar esse objetivo, seriam indispensáveis a adoção de medidas rápidas e abrangentes para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Tais ações deveriam ser combinadas com iniciativas eficazes para retirar dióxido de carbono da atmosfera.
Entre as alternativas propostas, destacam-se o reflorestamento e outros métodos de remoção e armazenamento de carbono.
Contudo, o relatório ressalta que essas iniciativas não podem, de forma alguma, substituir cortes imediatos e sustentados nas emissões.
Qual a melhor alternativa para evitar o aquecimento prolongado acima de 1,5°C? O Pnuma aponta como a melhor alternativa disponível uma trajetória de “ultrapassagem, pico e redução subsequente”.
Essa estratégia envolve evitar que o aquecimento permaneça por um longo período acima de 1,5°C e, em seguida, reduzi-lo para abaixo desse patamar o mais rapidamente possível.
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