Bolsa Família muda calendário de pagamentos por causa do super El Niño
O calendário de pagamentos do Bolsa Família passou por mudanças em outubro devido aos riscos associados ao super El Niño, fenômeno climático que pode intensificar secas e chuvas extremas em diferentes regiões do Brasil.
A medida, adotada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), prevê a unificação dos repasses para parte dos beneficiários e também será aplicada em novembro e dezembro.Os depósitos começaram na segunda-feira, 19, para famílias com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1.
Na terça-feira, 20, receberam os beneficiários com NIS final 2.Quarta-feira, 21, os pagamentos foram liberados simultaneamente para quem possui NIS terminado em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0, independentemente das datas originalmente previstas.Famílias residentes em municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública tiveram os pagamentos unificados já no primeiro dia do calendário, em 19 de outubro.Por que o governo mudou as datas?A alteração foi motivada pelo aumento de desastres climáticos registrados no país e pelas previsões de agravamento das condições meteorológicas nos próximos meses.Dados do MDS apontam que, entre agosto e setembro de 2026, o governo federal reconheceu 518 situações de emergência ou calamidade pública.
No mesmo período de 2025, foram 253 registros.Na região Sul, os reconhecimentos relacionados a tempestades, granizo, vendavais e inundações passaram de 81 para 272.
Já no semiárido, os registros associados à estiagem e à seca aumentaram de 172 para 239, crescimento de aproximadamente 39%.Riscos do super El NiñoDe acordo com o Boletim nº 4 do Painel El Niño 2026–2027, a previsão para o último trimestre do ano indica chuvas abaixo da média em grande parte do Norte e em áreas do Nordeste e Centro-Oeste.Por outro lado, o Sul, parte do Sudeste e o leste do Nordeste podem registrar volumes de precipitação acima da média histórica, aumentando o risco de enchentes e outros desastres.Diante desse cenário, o governo decidiu utilizar mecanismos já previstos no Bolsa Família para facilitar o acesso antecipado aos recursos e permitir que as famílias se preparem para possíveis situações de emergência.A estratégia é semelhante à adotada durante as enchentes no Rio Grande do Sul, em maio de 2024, quando os pagamentos foram unificados para os 497 municípios do estado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.