Após 32 anos de Renan Calheiros no Senado, derrotas nas urnas colocam futuro político da família em dúvida
Após 32 anos no Senado, derrotas colocam em dúvida futuro político de Renan Calheiros Após décadas de protagonismo na política de Alagoas, a família Calheiros enfrenta um novo cenário.
Renan Calheiros (MDB) não conseguiu se reeleger para o Senado nas eleições de domingo (4) e deixará o cargo em fevereiro de 2027, após 32 anos consecutivos na Casa.
O filho, Renan Filho (MDB), também saiu derrotado das urnas na disputa pelo governo do estado.
Renan Calheiros ficou em terceiro na disputa pelo Senado, com 731.045 votos (22,24%), atrás dos eleitos Arthur Lira (28,87%) e Marina JHC (28,20%).
Já Renan Filho (MDB) perdeu o governo, em primeiro turno, para JHC (PSDB), por 809.796 votos (47,37%) a 892.484 (52,20%). 📱Participe do canal do g1 Alagoas As derrotas colocam em dúvida o futuro político de uma das famílias mais influentes de Alagoas.
Para cientistas políticos ouvidos pelo g1, o resultado representa uma perda importante de poder, mas ainda é cedo para afirmar que a influência dos Calheiros chegou ao fim.
A manutenção de aliados, a reorganização do MDB e a capacidade de fazer oposição ao novo governo serão decisivas para determinar o espaço político do grupo nos próximos anos.
Senador eleito por Alagoas, Renan Filho e o pai, o senador Renan Calheiros Reprodução/Instagram Derrotas refletem desgaste político Para Leonardo Rodrigues de Morais, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB), o resultado das eleições representa um desgaste que vai além de Renan e Renan Filho.
Segundo ele, o MDB também saiu enfraquecido, mesmo contando com uma ampla base de apoio no interior de Alagoas.
Nas eleições municipais de 2024, o MDB de Calheiros ampliou sua presença de 37 para 65 prefeituras em Alagoas, enquanto o PP de Arthur Lira passou de 29 para 27 municípios.
"Politicamente, o que ocorreu foi uma sequência de três derrotas: a de Renan Calheiros; a de seu sucessor direto, Renan Filho, que perdeu a disputa pelo governo do estado para o ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC); e a da própria máquina mdebista que, apesar de controlar 65 das 102 prefeituras alagoanas, não conseguiu garantir a vitória de seu candidato", afirmou.
Arthur Lira (PP-AL) Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados via BBC O especialista relaciona o resultado a uma mudança no comportamento do eleitorado brasileiro, marcada pela polarização política e pela perda de espaço de partidos de centro.
"Renan Calheiros é uma importante liderança e ocupa posição de destaque no cenário nacional, mas passou a ser visto por parte do eleitorado como o símbolo do sistema que ela quer renovar", explicou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Alagoas.