Membro do Fed diz não ver indícios que justifiquem aumentos de juros
A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de São Francisco, Mary Daly, disse nesta quinta-feira (20) que não vê indícios que justifiquem aumentos preventivos nas taxas de juros, já que a perspectiva aponta para o arrefecimento dos choques inflacionários.
Em entrevista à Bloomberg TV, Daly afirmou que apoiou “totalmente” a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês) de manter as taxas inalteradas em julho , destacando que a estabilidade de preços permanece em seu foco.
“Dados recentes sobre emprego e inflação não alteraram as perspectivas até o momento, mas estamos aquém da meta de 2%”, pontuou.
Leia Mais Clima Econômico da América Latina sobe 10,7 pontos no 2º tri, mostra FGV Petróleo atinge máxima de três semanas diante de impasses no Oriente Médio Walmart supera expectativas do trimestre, mas guidance decepciona Segundo ela, o aumento dos rendimentos dos Treasuries não constitui um sinal para a política monetária, evitando comentar a decisão da quarta-feira (19) do Departamento do Tesouro de dobrar o tamanho das operações de recompra para títulos de longo prazo.
“Fed continuará cumprindo sua missão, independentemente das medidas do Tesouro”, declarou.
Daly ainda descreveu a alta dos juros longos como um “fenômeno global”, com a demanda de inteligência artificial possivelmente puxando para cima os rendimentos americanos.
Sobre o mercado de trabalho, a dirigente acredita que não há nenhum sinal de enfraquecimento e que o emprego se encontra em uma “estabilidade desconfortável” – com poucas demissões e contratações.
“Mercado de trabalho não está contribuindo para inflação neste momento; estou procurando sinais de uma inflação mais agressiva, mas não vejo isso”, acrescentou.
Daly ainda frisou que a política monetária está em um “bom lugar” para lidar com o duplo mandato do BC americano e que não vê a credibilidade do Fed em risco.
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