“Quem comete crime deve ser punido”, diz Caiado sobre ministros do STF
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira (20) que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que cometam crimes devem ser punidos.
A declaração foi feita durante agenda no Brás, na região central de São Paulo.
“Eu volto a repetir: toda e qualquer pessoa de qualquer poder que tenha praticado um crime, ele deve ser punido.
Se ele praticou o crime dentro do Supremo Tribunal Federal, ele também deveria ter uma ação do colegiado, o excluindo do colegiado” , afirmou.
Caiado também citou o Senado Federal e afirmou que a Constituição dá à Casa a prerrogativa de processar ministros do STF e eventualmente afastá-los.
Leia Mais SP: Caiado pede engajamento de empresários e distribui boletos de R$ 20 mil Análise: Ronaldo Caiado divide artilharia entre Lula e Flávio Caiado chama Lula e Flávio de "rejeitados" durante convenção do PSD em SC “E também o Senado Federal, pela Constituição Brasileira, tem essa prerrogativa que poderá exercê-la.
Então está muito claro as normas do que eu tenho dito e como deve ser feito” , declarou.
A defesa do impeachment de ministros do STF já foi manifestada anteriormente por Caiado durante a campanha.
Em abril, o candidato afirmou à CNN Brasil que era favorável ao impeachment “de quem quer que seja” e disse que a tese deveria valer para ocupantes de diferentes cargos públicos.
Em maio, o pessedista afirmou que o impeachment de ministros do Supremo poderia acontecer caso chegasse à Presidência.
Na ocasião, disse que não gostaria de levar a medida adiante, mas defendeu a responsabilização de integrantes da Corte caso não houvesse uma reação do próprio tribunal diante de eventuais irregularidades.
Na quarta-feira (19), um dia antes da declaração no Brás, Caiado classificou como “inaceitáveis” algumas decisões do STF durante um evento em Brasília.
Na ocasião, não citou decisões específicas.
A pauta do impeachment de ministros do STF ganhou espaço entre candidatos à Presidência durante a campanha de 2026.
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