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‘Sou um milagre’: delegado baleado na megaoperação reconstrói emboscada, resgate sob tiros e perda da perna

G1 Rio de Janeiro ·
‘Sou um milagre’: delegado baleado na megaoperação reconstrói emboscada, resgate sob tiros e perda da perna

Delegado baleado na megaoperação em 2025 relembra emboscada, resgate e perda da perna Entre os becos estreitos da Vacaria, região do Complexo da Penha, o tempo passou a ser contado sob tiros e passos apressados.

Baleado durante a Megaoperação Contenção, o delegado Bernardo Leal viu a vida escapando enquanto colegas tentavam carregá-lo para longe do fogo cruzado.

“Cara, estou morrendo, estou morrendo, não tenho mais força”, disse Bernardo a um dos policiais que o socorriam.

Ele sobreviveu, mas teve a perna direita amputada.

Chegou ao hospital com apenas 3% de chance de sobreviver, recebeu 30 bolsas de sangue e passou por 9 cirurgias.

Após 7 dias em coma, ao despertar no hospital, ainda não sabia a dimensão do que havia vivido. 📌Um ano da megaoperação: esta reportagem faz parte de uma série do g1 sobre os desdobramentos da ação realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos da Penha e do Alemão, com 122 mortos.

Veja outras reportagens: Um ano depois, 33 alvos estão foragidos e chefes vivem na região Quem são os chefões do CV que seguem foragidos Relatório sobre câmeras de PMs indica tortura, ameaças de morte e agressões Bernardo Leal Patricia Teixeira/g1 Rio ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Nesta quarta-feira (28), a megaoperação dos Complexos da Penha e do Alemão completa 1 ano.

Ao g1, o delegado Bernardo Leal revela os bastidores da ação considerada a mais letal da história, que resultou em 122 mortes — entre elas, a de 5 policiais.

Ao ouvir que havia sobrevivido, Bernardo passou a se perguntar por que teve uma 2ª chance enquanto colegas morreram.

Hoje, diz acreditar que precisa usar a experiência para dar voz a policiais da linha de frente, pessoas com deficiência e moradores de comunidades dominadas pelo crime organizado.

Bernardo foi eleito para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pelo Partido Progressista (PP), com 57.254 votos.

“Estou vivo por um milagre divino, sou um milagre.

Acho que Deus me deixou aqui para cumprir essa nova missão de ser voz, lutar pelas pessoas e para que as coisas mudem.” Na entrevista, Bernardo percorre novamente as horas que antecederam o disparo, a tentativa de retirá-lo da área sob uma sequência de tiros e os obstáculos que se impuseram no caminho das equipes até os alvos.

Ele também contesta a interpretação de que a operação teria sido planejada para matar e defende que o enfrentamento ao crime organizado não pode se encerrar quando os policiais deixam o território.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.

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