Alice Wegmann vive primeira protagonista na Netflix com Dom de Iludir: “Seria estupidez não aceitar”
Com 20 anos de carreira e um currículo recheado de sucessos na TV e no cinema, a atriz Alice Wegmann marca sua estreia como protagonista na Netflix com a série Dom de Iludir , nova aposta de suspense e melodrama da plataforma.
Sob a direção de Mauro Mendonça Filho, a produção de 10 episódios mergulha em uma trama eletrizante sobre elites corruptas, golpes, ambição e manipulação através da fé.
Na história, Alice interpreta Maíra, uma jovem herdeira vulnerável e manipulável que vive uma complexa e simbiótica relação com a mãe, Lúcia (vivida pela veterana Marieta Severo), e se vê tragada para caminhos tortuosos após a chegada da misteriosa Irina (Nanda Costa).
Em entrevista a VEJA sobre o lançamento, a atriz detalha os bastidores das gravações, a transição entre formatos e reflete sobre maternidade, relações familiares e o poder de atração das grandes tramas folhetinescas.
Como definiria a jornada da Maíra ao longo dos episódios de Dom de Iludir ? Olha, é difícil até definir assim, porque são tantas camadas e caminhos que ela percorre ali durante essa série… Tem um grande plot twist já no primeiro momento, né? No primeiro episódio.
Mas eu acho que o que a gente pode mais falar é dessa relação de mãe e filha, dessa simbiose que tem entre as duas.
É uma relação que você não consegue entender de cara e demora muito tempo para entender, porque não é uma maternidade óbvia, tanto para um lado quanto para o outro.
A Maíra passa por todas essas questões familiares que ela carrega há muito tempo, e quando o pai morre, isso se intensifica.
A gente vê a aproximação dessa terceira pessoa, a personagem da Nanda, a Irina, que leva ela para caminhos inimagináveis.
Eu acho que a Maíra é uma personagem muito frágil e eu a vejo numa posição absolutamente submissa, tanto à mãe quanto à Irina depois.
A mãe não a ensinou a ter opinião, a ter pulso firme nas escolhas.
Então ela fica querendo se rebelar o tempo todo.
E por mais diferentes que sejam as relações… todo mundo tem ou já teve mãe, então acho que tem esse lugar de encontro.
Tipo: “Ai, minha mãe não me deixava fazer isso ou aquilo” , mas qual é o limite? Qual é a linha tênue? Eu jamais faria com a minha mãe o que a Maíra fez com a dela! Mas acho que a série vai levantar esse debate.
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