Área técnica do TSE vê riscos, mas não acha fake news no canal ‘Exército do Lula’
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) afirmou nesta segunda-feira (12), em relatório, que não foi disseminada informação falsa no canal de WhatsApp “Exército de Lula”.
No entanto, o documento alerta para alguns riscos que o grupo representa para o processo eleitoral.
Um dos riscos é a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno, segundo a equipe técnica.
O relatório também menciona que mensagens encaminhadas em setembro foram deletadas, gerando dificuldade para a análise das informações difundidas.
Ainda segundo o documento, “há, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”.
O relatório foi solicitado por Nunes Marques nesta segunda-feira e leva a assinatura do chefe do setor técnico, Frederico Alvim.
O documento servirá para subsidiar novas decisões do tribunal sobre o caso.
No domingo (11), Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e derrubou o canal.
Horas mais tarde, o ministro Ricardo Villas Boas Cueva reverteu a decisão.
Há expectativa que o caso seja julgado em plenário, mas não há previsão de quando isso pode acontecer.
Segundo a campanha de Flávio, havia disseminação de fake news no grupo – como afirmações de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família.
A área técnica do tribunal não encontrou esse conteúdo no canal.
“No período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações”, diz o relatório.
A área técnica ressalva que publicações de setembro que foram apagadas não foram analisadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.