Área técnica do TSE não achou fake news em canal “Exército do Lula”
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral não encontrou, nas publicações examinadas de 2 a 11 de outubro no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), as possíveis fake news que motivaram o pedido de suspensão do grupo.
Em informação técnica, a equipe identificou práticas de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos.
Também registrou a exclusão e a edição de mensagens dificultam a reconstituição do histórico do canal.
Eis a íntegra (PDF – 1,5 MB).
O documento foi produzido a pedido do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a do canal no domingo (11.out.2026), a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Horas depois, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva reverteu a decisão e manteve o grupo no ar .
A campanha de Flávio afirmou que o canal disseminava informações falsas sobre o candidato, como a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, o envolvimento com milícias, a redução de aposentadorias e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e o cancelamento do reajuste do Bolsa Família.
A consulta não incluiu as publicações de setembro citadas no processo.
Algumas haviam sido apagadas a partir de 7 de outubro e, por isso, não estavam disponíveis para análise.
O relatório também informa que, devido à urgência, não houve transcrição integral dos vídeos vinculados nem de todos os áudios publicados.
O canal tinha cerca de 3,3 milhões de seguidores em 11 de outubro.
Seis dias antes, eram aproximadamente 55.000.
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