ATP anuncia pacote de reformas com aumento de premiações e mudanças no ranking em 2028
A Associação de Tenistas Profissionais (ATP) apresentou um pacote de reformas estruturais e financeiras para o circuito mundial a partir da temporada de 2028.
O projeto estabelece mudanças na distribuição de pontos do ranking, na organização do calendário e nos formatos de competição, além de projetar aumento na remuneração dos atletas para US$ 350 milhões anuais, excluindo os Grand Slams.
A reestruturação financeira prevê que o investimento central da ATP na compensação e no apoio aos jogadores ultrapasse a marca de US$ 100 milhões a partir de 2028, montante que operará em adição às premiações locais e à divisão de lucros em nível de torneio.
O fundo de bônus da entidade passará de US$ 21,5 milhões para US$ 50 milhões, com o objetivo de recompensar os tenistas que priorizarem os eventos de maior porte do circuito.
O plano também define um bônus de final de ano de US$ 25 milhões distribuído entre os 250 melhores colocados do ranking, como subsídio para custos logísticos da carreira, e estabelece uma contribuição anual de aproximadamente US$ 30 milhões para o fundo de pensão e aposentadoria, beneficiando 300 atletas por temporada.
Calendário e ranking O sistema de pontuação será atualizado para atribuir maior peso aos resultados obtidos nos principais eventos.
A medida visa reduzir a necessidade de sobrecarga do calendário e diminuir o incentivo para que os atletas disputem torneios em sequência apenas para compensar resultados negativos prévios.
Recentemente, Carlos Alcaraz, terceiro colocado no ranking mundial, ficou afastado por mais de quatro meses por conta de uma lesão no punho.
Há dez dias, Jannik Sinner, que perderá a liderança do ranking na próxima atualização, encerrou a temporada 2026 antecipadamente ao lesionar o joelho direito.
Para além da questão de saúde, física e mental, a ausência de atletas do porte de Alcaraz e Sinner, entre outros que se ausentaram de torneios relevantes ao longo do ano por lesões, como o brasileiro João Fonseca, prejudica o impacto midiático e comercial dos torneios.
Ao reorganizar o calendário, a ATP também potencializa a presença das grandes estrelas em um maior número de competições, em condições melhores de dar aos fãs partidas de alto nível.
A organização do calendário será otimizada com a criação de semanas dedicadas a categorias específicas de competições, buscando proporcionar uma estrutura de temporada mais clara.
A adequação estrutural acompanha o projeto de expansão do nível mais alto de torneio do circuito abaixo dos Grand Slams, o Masters 1000.
A ATP passará a ter dez eventos do tipo por ano, com a chegada da Arábia Saudita entre as sedes.
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