F1: Chefe da Haas admite que Câmara não seria escolhido sem testes de Portimão
O chefe de equipe da Haas , Ayao Komatsu , revelou que sem a estrutura de testes com carros anteriores (TPC) viabilizada pela colaboração com a Toyota , a escuderia americana dificilmente teria a confiança necessária para fechar o contrato com Rafa Câmara para temporada 2027 da Fórmula 1 baseando-se apenas em seu desempenho na Fórmula 2 .
Ao ser questionado se o Câmara teria sido contratado exclusivamente pela performance na F2, Komatsu reafirmou a importância dos testes com carros anteriores (TPC), organizados pela Toyota.
"Esse é parte do motivo pelo qual queríamos ter a capacidade de fazer testes de TPC, sabe? Ter uma equipe de testes e, graças à nossa colaboração com a Toyota, conseguimos estruturar essa equipe no ano passado. O ano passado foi para sair do zero, operar profissionalmente, criar uma boa cultura e um bom time".
"E este ano nós sabíamos que tínhamos que ser capazes de avaliar pilotos. Nós já prevíamos isso, sabe, por conta da situação contratual dos nossos pilotos. Então, novamente, isso é, digamos, um crescimento enorme para a capacidade da equipe".
"Sem os testes de TPC, é difícil dizer, porque obviamente nós buscávamos ter essa capacidade e nós a temos. Nós tínhamos essa capacidade, portanto pudemos avaliá-lo por conta própria".
"Mas sem ter feito isso, sim, com certeza eu não estaria nem de perto tão confiante", continuou Komatsu, sobre a decisão sobre o assento para 2027. "Não sei se teria tomado a mesma decisão [sem os testes]. Sinceramente, não sei, provavelmente não. Porque a F2 vista de fora é muito, muito difícil de entender".
O chefe da Haas fez um paralelo entre a escolha de Câmara com a decisão por Bearman em 2025: "Como acho que todos vocês questionaram quando escolhi o Ollie [ Bearman ] para a vaga de 2025: 'O Ollie não está rendendo na F2, você tem certeza de que é a escolha certa?'".
"Recebi essa pergunta de vários de vocês, mas eu estava confiante porque tínhamos acesso ao Ollie pelos TL1s. Eu sabia do que ele era capaz. Nós sabíamos do que ele era capaz e que tipo de personalidade ele tem, etc".
"Portanto, sem fazer esse TPC, com certeza pareceria — se decidíssemos escolher o Rafa sem ter feito isso — uma aposta muito maior. E eu iria querer apostar assim? Provavelmente não, mas é uma situação hipotética. É por isso que montamos essa estrutura, para que pudéssemos ter o controle da situação nas nossas mãos".
"Então, sim, estou mais direto e mais focado na equipe. Nossa equipe foi capaz de colocar esse mecanismo em prática e aí o Rafa apareceu. Foi tudo uma questão de momento certo. Nós estávamos prontos para avaliá-lo e ele fez um trabalho fantástico.
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