De fertilizantes a laticínio, projetos preveem R$ 25,2 milhões na Capital
Projetos de empresas dos setores de alimentos, fertilizantes e transporte de cargas podem acrescentar R$ 25,2 milhões em investimentos fixos à economia de Campo Grande e abrir 99 empregos diretos.
As propostas foram apresentadas nesta quarta-feira (14) ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) e buscam incentivos municipais para instalação ou expansão dos empreendimentos.
Os valores e as contratações são previsões dos projetos, cuja concretização depende da implantação dos negócios.
Os pedidos foram discutidos na 214ª reunião ordinária do conselho, no âmbito do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes).
Entre os benefícios previstos está a concessão de áreas, conforme os critérios da legislação municipal.
A carteira reúne comércio atacadista de carnes, indústria de panificação, fertilizantes, transporte rodoviário de cargas e produtos lácteos.
Dois dos empreendimentos apresentados, uma fábrica de fertilizantes e um laticínio, somam R$ 8,2 milhões em investimentos previstos e 35 vagas diretas — aproximadamente um terço dos recursos e dos empregos anunciados.
A Oscarpes Fertilizantes Ltda. pretende investir R$ 5 milhões e contratar 20 trabalhadores.
Segundo a CEO e sócia Taina Carpes Ely, a localização de Campo Grande e o mercado ligado ao agronegócio pesaram na escolha para a instalação da fábrica.
“A cidade é um grande corredor para o agronegócio, tem um mercado importante e oferece condições para fazermos a região crescer, gerar empregos e trazer inovação e tecnologia para o setor”, afirmou.
Na cadeia do leite, a Cooperativa Agrícola Mista da Pecuária de Corte e Leiteira e da Agricultura Familiar (Cooplaf) apresentou proposta para construir um laticínio, com investimento de R$ 3,2 milhões e previsão de 15 empregos diretos.
Além das vagas na unidade, a expectativa da cooperativa é ampliar as oportunidades de comercialização para os produtores familiares.
Uma estrutura de processamento pode agregar valor ao leite e fortalecer a atividade no município.
Segundo a presidente da Cooplaf, Maria Neuzira Cardoso da Silva Garcia, a concessão da área é importante para viabilizar o empreendimento e estimular a renda das famílias que trabalham com a produção leiteira.
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