Crocodilos já foram “reis” na América do Sul
A América do Sul era um lugar muito diferente há mais de 10 milhões de anos.
Durante o Mioceno , um enorme lago cobria boa parte do continente e abrigava uma grande variedade de animais , incluindo tartarugas gigantes e crocodilianos .
Nas margens, outros predadores também circulavam, como sucuris, mamíferos e aves terrestres gigantes, segundo informações do portal Eurekalert .
Um novo estudo indica que, apesar da diversidade de predadores, os crocodilianos formavam o grupo mais importante entre os caçadores daquele ambiente.
A grande quantidade de presas disponíveis permitia a existência de diferentes predadores, mas os crocodilianos se destacavam principalmente pela capacidade de capturar animais de grande porte.
Predadores gigantes ocupavam o topo As margens do antigo lago eram habitadas por diversos herbívoros.
Entre eles estavam preguiças-gigantes, gliptodontes, parentes dos tatus e outros.
Alguns desses animais ultrapassavam uma tonelada, oferecendo presas de grande porte para os predadores que viviam na região.
Marcas de mordidas em fósseis ajudaram a revelar como esses predadores caçavam suas presas. (Imagem: Stu Porter/Shutterstock) O maior predador daquele ambiente era o Purussaurus neivensis , um crocodiliano relacionado aos atuais jacarés.
O animal podia alcançar sete metros de comprimento e pesar cerca de 1.800 quilos.
Com esse tamanho, o gigante ocupava o topo da cadeia alimentar e pode até ter influenciado a quantidade de herbívoros existentes na região.
Para quem tem pressa: Crocodilianos dominavam os ecossistemas sul-americanos há mais de 10 milhões de anos; O Purussaurus neivensis chegava a sete metros de comprimento; O gigante podia pesar cerca de 1.800 quilos; Marcas de mordidas em fósseis revelam seus hábitos de caça; O predador ocupava o topo da cadeia alimentar do antigo lago.
Marcas nos fósseis revelam os ataques de crocodilos Para entender quais predadores dominavam esses ecossistemas, os pesquisadores analisaram fósseis preservados em coleções de museus.
Entre os principais indícios estão marcas de mordidas e de dentes deixadas nos ossos dos herbívoros.
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