Oracle e Motorola: CEO da maior produtora do mundo revela IA em filmes
(Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt . O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL , no Spotify , no Deezer e no Apple Podcasts . Nesta semana: Rafael Nasser , CEO da WPP Production Brasil : ' IA é para fazer o impossível ')
Campanhas para Oracle, LG e Motorola já usam inteligência artificial para criar cenas, áudio e até movimentos de câmera -às vezes sem o público perceber. No novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes recebem Rafael Nasser, CEO da WPP Production Brasil, para explicar como isso chega "na tela do celular" e da TV.
Ao comentar peças recentes, Nasser descreve um cenário em que a produção virou uma mistura de ferramentas de IA, supervisão humana e, em alguns casos, 3D tradicional para evitar distorções em produtos físicos. Ele também insiste que o tema mais sensível não é só técnica, mas direitos de imagem e contratos -o "compliance" que, segundo ele, precisa acompanhar a velocidade da tecnologia.
Eu gosto muito dessa peça e desse cliente [Oracle] porque ele queria testar o máximo. Ele falou: o que dá pra fazer? Eu tenho meus produtos de IA e eu quero contar sobre os meus produtos mostrando o que eu tô usando. Então, tudo que tem nessa peça foi feito por inteligência artificial. (...) Essas pessoas que estão aí são AI, esses cenários são AI, todas as cenas são AI, o áudio é AI. Obviamente supervisionado por humanos. Rafael Nasser
Essa campanha da Oracle usou IA para gerar imagens e áudio, mas com um adendo: havia cerca de 30 pessoas por trás do trabalho, supervisionando e garantindo que o material não abrisse brechas jurídicas.
Se a minha prima olhar esse filme e falar assim, 'Pera, aquela moça lá sou eu', como é que eu provo que não sou é? (...) O que a gente faz hoje, e eu recomendo fortemente que todos façam: contrata o ator, contrata a atriz, tira fotos dela, faz a cessão de direitos da forma correta, e essas fotos, esse vídeo que você fizer com o seu celular, você alimenta o motor de AI e aí você faz o filme. Rafael Nasser
Para ele, a falta de uma legislação clara no Brasil empurra produtoras e marcas para uma zona "cinzenta". Questionado sobre a reação dos atores, Nasser relata que o mais efetivo é contratar e remunerar o profissional, mesmo que o resultado final seja transformado por IA. Ele avalia que não pagar ninguém vira um problema de reputação para a marca.
Nos Estados Unidos começou uma discussão de falar assim: 'cara, para com esse negócio'. Qual foi a solução que encontraram? (...) O sindicato e o grupo dos atores combinaram: os atores têm que ser contratados, tem que ser trabalhado com eles, e tudo bem se, depois que trabalhar, transformar isso num filme com inteligência artificial. (...) E o que não deu certo é você não pagar ninguém. (...) A sua marca tá disposta a ver toda a discussão que vai gerar sobre esse tema? Rafael Nasser
Nasser também comentou um filme da LG para um modelo de ar-condicionado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.