SP com 110 vagas, RR com 1: a Câmara se todos os votos valessem igual
Além de escolher o próximo ocupante do Palácio do Planalto, os brasileiros também elegerão este ano dois terços do Senado, 1.059 deputados estaduais e distritais e os próximos 513 membros da Câmara dos Deputados.
Em todas as eleições, a regra é clara: cada pessoa tem um voto e todos têm o mesmo peso.
Todas menos uma: na Câmara dos Deputados, a regra constitucional acaba criando pesos diferentes para os eleitores, dependendo do estado onde cada um vota.
Atualmente, a Constituição estabelece que os estados precisam ter o mínimo de oito cadeiras na Câmara e o máximo de 70.
Graças a esses limites, algumas unidades da federação acabam com mais representantes do que teriam se a divisão fosse feita por igual.
Outras acabam com menos.
Por conta dos limites máximo e mínimo, o voto de um brasileiro em Roraima — o estado com menos eleitores — hoje vale oito vezes mais que o de um eleitor em São Paulo, que é a unidade da federação mais populosa.
Se os votos tivessem todos o mesmo peso, a Câmara seria bem diferente: São Paulo teria 110 deputados federais (hoje são 70).
Minas Gerais ficaria com os mesmos 53 de hoje.
Também ficaria na mesma o Espírito Santo (10 vagas).
Pará e Santa Catarina ganhariam três cadeiras cada, e Ceará e Amazonas levaria mais uma.
Outros estados perderiam assentos.
Roraima ficaria com um único representante.
Acre e Amapá, com dois cada.
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