Se a IA fizer o trabalho dos juniores, de onde virão profissionais seniores de 2040?
A inteligência artificial pode criar para as empresas um problema que não aparece diretamente na conta de redução de custos: enfraquecer parte da escada usada para a formação de profissionais experientes.
Os dados ainda não permitem afirmar que isso acontecerá.
Mas diferentes levantamentos apontam na mesma direção.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que a taxa global de desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos chegou a 12,4% em 2025, equivalente a 67 milhões de jovens.
A organização também chamou atenção para a redução de vagas de qualificação intermediária em atividades administrativas, de escritório, vendas e indústria — ocupações que historicamente funcionam como entrada para jovens recém-saídos da escola ou da universidade.
A IA adiciona pressão a esse cenário.
Segundo a OIT, 6,1% dos empregos ocupados por pessoas de 15 a 29 anos estão em áreas particularmente expostas às mudanças provocadas pela tecnologia.
A própria organização ressalta, porém, que ainda existe incerteza sobre o impacto de longo prazo.
Isso não significa que 6,1% dessas vagas desaparecerão.
Exposição inclui tanto substituição de tarefas quanto transformação da maneira de trabalhar.
Essa distinção é fundamental.
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Pesquisadores da Brookings Institution analisaram trajetórias de trabalhadores americanos sem diploma universitário de quatro anos.
Mais de 15 milhões deles estão em ocupações altamente expostas à IA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.