Brasil mira loot boxes: jogos populares, incluindo CS2 e Genshin Impact, estão sob investigação
Loot boxes voltaram ao centro do debate regulatório no Brasil, dessa vez jogos grandes sendo citados.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) encaminhou à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) um pedido formal de monitoramento de seis títulos nos quais as caixas de recompensa seguiriam disponíveis sem medidas adequadas de verificação de idade.
A solicitação representa o primeiro movimento fiscalizatório estruturado desde a entrada em vigor do ECA Digital .
Os seis jogos na mira A lista encaminhada à ANPD inclui títulos com base de jogadores grande no Brasil: NBA 2K2, WWE 2K26, Counter-Strike 2, Call of Duty, Genshin Impact e PUBG Mobile .
A própria nota técnica esclarece que a relação é preliminar e que a inclusão de um jogo na lista não implica, por si só, que a desenvolvedora descumpra a legislação vigente.
O que o monitoramento vai apurar é se os mecanismos adotados por cada empresa impedem de fato o acesso de menores às caixas de recompensa.
O enquadramento legal vem do artigo 20 do ECA Digital , que proíbe loot boxes em jogos direcionados ao público infantojuvenil ou com acesso provável por esse segmento.
O Decreto nº 12.880/2026 detalha três caminhos para as empresas se adequarem: verificar a idade do usuário e bloquear o recurso para menores; disponibilizar uma versão do jogo sem o mecanismo; ou restringir a funcionalidade por padrão para todos os usuários brasileiros.
O que a nota técnica deixa explícito, sem margem para interpretação, é que avisos de risco, divulgação de probabilidades e classificação indicativa para maiores de 18 anos não substituem nenhuma dessas três alternativas.
O dados apresentados e o que já está na Justiça A escolha dos seis títulos não é arbitrária.
O documento da Sedigi reúne estudos de diferentes países associando a compra de loot boxes a sinais de jogo problemático, sofrimento psicológico, impulsividade e prejuízos financeiros.
Com adolescentes especificamente, pesquisas apontam uma possível relação entre a prática e o envolvimento posterior com apostas online.
A própria nota é cuidadosa ao ressalvar que essas associações não comprovam relação direta de causa e efeito com transtornos clínicos, mas o sinal de alerta está documentado e endossado por órgão federal.
O contexto demográfico reforça a urgência: segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025 , 70% dos usuários brasileiros entre 9 e 17 anos jogam online.
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