Cientistas criam mini-Big Bang em laboratório (contém clickbait)
Um time de pesquisadores do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague e da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) realizou um experimento com o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, que atingiu um novo marco na Física Teórica: ele recriou o estado da matéria do Universo um milionésimo de segundo após o Big Bang .
Cientistas descobrem peça fundamental do Big Bang Sobre as tais Ondas Gravitacionais e o Cachorro Invisível de Einstein Até então, a comunidade acreditava que reproduzir a "sopa primordial" cósmica dependia do uso de núcleos pesados, mas o novo experimento utilizou elementos muito mais leves e teve os mesmos resultados.
Mais ou menos assim (Crédito: Reprodução/Cosmos Studios/Fuzzy Door Productions/Santa Fe Studios/National Geographic/Disney) Big Bang (quase) feito em casa Nós já havíamos observado o que aconteceu com o Cosmos um pentelhonésimo de micronada de segundo após o Big Bang, em pesquisas na última década que provaram a hipótese do Universo Inflacionário e posteriormente renderam um prêmio Nobel de Física, ao comprovar a observação das ondas gravitacionais.
O que a gente já sabia: nos primórdios, a matéria como conhecemos não existia.
O Universo estava condensado em uma "sopa" extremamente quente e densa, chamada pelos cientistas de Plasma de Quarks e Glúons, ou QGP na sigla em inglês.
Em vez de se arranjarem na forma de partículas como prótons e nêutrons, os já citados quarks (que compõem a matéria) e glúons (a "cola" que une os quarks, por assim dizer) nadam livremente, em um estado de "líquido perfeito".
Para os cientistas, estudar o QGP significa reproduzir em escala o momento da criação do Universo, já que esse estado de protomatéria dura momentos infinitesimais e não existe em mais nenhum lugar no Universo, pois conforme ele se expandiu, a temperarura caiu e os quarks e glúons começaram a se unir, formando partículas maiores.
Por anos, pesquisadores acreditavam que era imprescindível empregar elementos pesados, que são colocados para se chocar em colisores de partículas como o LHC, para recriar o estado primordial do Universo, mas o novo experimento conseguiu resultados similares utilizando oxigênio-16 e néon-20, os isótopos mais estáveis e abundantes de ambos os elementos, ambos cerca de 10 vezes mais leves que o chumbo, tradicionalmente empregado.
O Dr.
You Zhou, professor associado do Instituto Niels Bohr, disse em um comunicado à imprensa que sua equipe "chegou ao limite" de como criar o QGP com os menores e mais leves elementos possíveis e, nas suas palavras, recriar as condições similares às do Big Bang sem explodir nada.
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