Guia do Atlético de Madrid: Meta é desafiar Real e Barça, mas há questões a resolver
Mais uma vez, o Atlético de Madrid começa a temporada com a ingrata missão de desbancar Barcelona e Real Madrid na Espanha. Para isso, os Colchoneros mantiveram sua base para 2026/27, liberando jogadores fora dos planos de Diego Simeone para reforçar setores carentes, o que manteve o alto nível em todas as posições.
Sem levantar um título de LaLiga desde 2020/21, o Atlético de Madrid passa por um período de desconfiança em relação ao treinador argentino. Por mais que Simeone tenha transformado os Rojiblancos na terceira força do país, parte da torcida entende que, após quase 14 anos, um novo nome é necessário para dar o próximo passo.
As críticas refletem a decepção da última temporada, quando o Atlético de Madrid oscilou no campeonato, tanto que terminou na 4ª posição; acabou eliminado para o Arsenal na semifinal da Champions League; além do vice na Copa do Rei para a Real Sociedad, nos pênaltis. E com Barça e Merengues ainda como favoritos, o Atleti terá que se superar para não ser um mero coadjuvante outra vez.
Sem o mesmo poder financeiro dos gigantes espanhóis, o Atlético de Madrid utilizou todo seu orçamento para atender suas necessidades, como Kang-In para substituir Griezmann. Grimaldo chega para assumir a titularidade no flanco esquerdo, enquanto Hjulmand será o homem de confiança de Simeone no meio-campo.
O trio agrega qualidade a um grupo já consolidado às ideias do técnico dos Colchoneros. Até o fechamento da janela de transferências no dia 1 de setembro, novos reforços podem desembarcar no Metropolitano, como o zagueiro Cuti Romero, a depender de novas saídas, como no caso de Matteo Ruggeri.
Nos últimos meses, o Atlético de Madrid vem lidando com os desdobramentos do caso Julián Alvarez. Primeiro, os rumores de que o Barcelona tinha interesse na contratação do atacante motivaram uma reação explosiva dos Rojiblancos. Entretanto, durante a Copa do Mundo, o argentino admitiu que “o melhor para todos” era uma transferência, indicando que queria realizar seu “sonho”, que é jogar pelo Barça.
Por mais que haja interesse mútuo entre Alvarez e Barcelona por um casamento, o divórcio com o Atlético de Madrid é extremamente improvável. Repetidas vezes, o Atleti deixou claro que não está disposto a negociar com os Blaugranas, e a liberação do camisa 19 será feita somente via pagamento da multa rescisória de 500 milhões de euros (cerca de R$ 2,9 bilhões),
Como o contrato vai até junho de 2030, o Atlético de Madrid está protegido das pressões do Barcelona e do próprio Julián Alvarez, que se juntou à preparação do comandante argentino para 2026/27.
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