Relatório aponta avanço de redes sociais e lacunas em chatbots de IA contra desinformação eleitoral
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Essa é a conclusão do relatório "O papel das plataformas digitais na proteção da integridade eleitoral", elaborado por 65 organizações de pesquisa.
A maior preocupação dos pesquisadores é o papel dos chatbots de IA na eleição. "As plataformas de IA apresentam nível baixíssimo ou inexistente de políticas específicas para a integridade eleitoral", diz o levantamento. Segundo o texto, ChatGPT (OpenAI) e Claude (Anthropic) estão mais avançados, pois possuem políticas para integridade eleitoral, ainda que com lacunas, enquanto MetaAI, Grok e Gemini não têm regras específicas para uso político de IA.
"As políticas das plataformas de IA ainda estão em um momento muito incipiente. Quando existem, são difíceis de achar, não são claras e em alguns casos não estão nem traduzidas para o português. Estas plataformas operam em um modelo de start up mesmo considerando o tamanho das empresas e o fato de o Brasil ser um dos países de maior utilização das ferramentas", diz Andressa Michelotti, pesquisadora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
"A Anthropic (Claude) apresenta a abordagem mais desenvolvida, por combinar política específica de integridade eleitoral e compromisso já anunciado de banner informativo para as eleições brasileiras de 2026", diz o relatório, apontando que a empresa combina classificadores automáticos com uma equipe dedicada a inteligência, e seus modelos mais recentes (Opus 4.7 e Sonnet 4.6) pontuaram 95% e 96% em avaliações de neutralidade política.
A OpenAI "reúne o conjunto mais abrangente de salvaguardas textuais contra interferência eleitoral, supressão de pessoas eleitoras e conteúdo sintético fraudulento, mas concentra a documentação em restrições ao usuário", segundo o texto.
Já o Google, dizem os pesquisadores, dispersa a informação sobre o Gemini entre páginas institucionais, sem documento dedicado à governança eleitoral da ferramenta. "Meta e xAI apresentam elevada opacidade, sem política eleitoral facilmente identificável para MetaAI e Grok, que remetem à política geral da controladora."
Em 2024, resolução do TSE estabeleceu as primeiras diretrizes para IA, como a proibição do uso de deepfakes e a obrigatoriedade de rotular mídia sintética.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.