Casal acusado de matar professor de jiu-jítsu vai a júri popular em Vila Velha
Os réus pela morte do professor de jiu-jítsu Stanley Stein , de 48 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri de Vila Velha a partir da próxima terça-feira (18). Nicole Aparecida Muniz Liberato e Rhaylan Moraes de Almeida estão presos e aguardam o julgamento pelo crime ocorrido em 28 de fevereiro de 2025.
O processo tramita em segredo de Justiça. Após a conclusão do inquérito policial, a Polícia Civil informou que Rhaylan responderia por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de fraude processual, por ter tentado esconder a arma usada no crime. Nicole também responde pelo homicídio.
O júri está previsto para começar às 13h de terça-feira (18), com expectativa de ser concluído na quinta-feira (20).
O professor de jiu-jitsu Stanley Stein foi morto a tiros no bairro Araçás, em Vila Velha, no dia 28 de fevereiro de 2025. Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime teria sido ciúme.
Na época, o chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, delegado Daniel Fortes, informou que Stanley e Nicole se relacionaram entre abril e dezembro de 2024. Em janeiro de 2025, ela começou a namorar Rhaylan. Em depoimento, Nicole afirmou que, mesmo após o fim do relacionamento, Stanley continuava procurando por ela.
“Então, ela relatou ao Rhaylan que estava se sentindo incomodada. Após isso, Nicole indicou onde a vítima morava e deu detalhes da rotina do professor. Em seguida, a partir do dia 23 de janeiro (de 2025), o suspeito começou a monitorar Stanley", detalhou o delegado.
As investigações apontaram que Rhaylan chegou a ir ao local do crime no dia anterior com a intenção de matar Stanley, mas teria desistido ao vê-lo acompanhado da filha. No dia 28 de fevereiro, segundo a polícia, ele voltou armado, esperou o professor sair de casa e efetuou quatro disparos. Dois deles atingiram a vítima.
Imagens de câmeras de segurança mostraram Stanley sendo atingido pelas costas. O crime ocorreu em frente à casa dos pais da vítima e, segundo a Polícia Civil, o pai do professor presenciou o assassinato da varanda da residência.
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