Na “euforia da terra”, gaúchos migraram para MS com costelada e fandango
Em 1976, quando tinha 14 anos, o gaúcho Josceli Pereira migrou com a família do Rio Grande do Sul para o então Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul.
A jornada de Josceli, de 63 anos, secretário do CTG (Centro de Tradições Gaúchas) Tropeiros da Querência, em Campo Grande, revive o maior movimento migratório dos gaúchos para Mato Grosso do Sul, ocorrido na década de 1970.
Neste domingo (dia 20), é comemorado o Dia do Gaúcho, data que encerra os festejos da Semana Farroupilha.
“Viemos naquela euforia da terra.
Vim porque tinha 14 anos e foi uma decisão da família.
Aqui, conheci uma gaúcha, casei e os meus dois filhos nasceram em MS, com muito orgulho.
Sou sul-mato-grossense documentado, recebi o título de cidadão e ninguém mais me tira daqui.
Adoro Mato Grosso do Sul, aqui encontrei a terra certa”, afirma Josceli.
Na bagagem dos gaúchos, vieram a costelada de fogo de chão e o fandango que se bailava nos galpões.
“A costela é o principal ponto de ligação dos gaúchos com os sul-mato-grossense.
O gaúcho tem hábito de assar a costela no fogo de chão.
São três, quatro horas fazendo o fogo em volta da costela, deixando saborosa e macia”.
Os gaúchos registraram várias ondas migratórias, como em 1940, mas a maior data de 1970.
“As pessoas migraram por conta da lavoura.
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