Colômbia: após protestos da esquerda, Espriella endurece regras para ação policial
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou na terça-feira (13) um decreto que muda as regras de atuação da polícia em protestos.
A decisão do novo governo torna mais amplos os casos em que a polícia fica autorizada a enfrentar manifestações populares.
“Hoje expedi o Decreto 1525 de 2026 para fortalecer as garantias de quem se manifesta pacificamente e assegurar que as autoridades atuem, dentro do marco da lei, diante de quem pretende semear o caso”, escreveu Espriella no X.
O ministro do Interior, Rodrigo Lara, definiu a medida como “garantista e democrática”.
Na prática, o decreto reverte uma norma anterior que dava prioridade ao diálogo e à mediação antes de qualquer ação das forças policiais.
Agora, o decreto lista as situações que autorizam a intervenção, a exemplo de vandalismo, porte de armas e uso de artefatos incendiários.
O texto mantém a ideia de que o bloqueio de vias, por si só, não torna violenta uma manifestação.
Endurecimento A normativa ganha fôlego logos após a oposição ao governo De la Espriella levar às ruas a primeira jornada nacional de manifestações.
Os atos foram convocados por partidos de esquerda e sindicatos.
Em Bogotá, Gustavo Petro, antecessor do novo mandatário e o primeiro presidente de esquerda da história do país, percorreu a multidão reunida na praça de Bolívar, diante do Congresso.
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Entre as pautas dos manifestantes, estão as demandas por melhorias nas condições de trabalho e educação, além da defesa de direitos sociais no país.
Além disso, a oposição tem protestado contra a decisão de Espriella de retomar as relações diplomáticas com Israel, além de denunciar a interferência dos Estados Unidos na Colômbia.
Logo após assumir, De la Espriella celebrou um acordo de cooperação militar com Washington.
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