Consórcio em tempos de juros altos: quando ele vale mais a pena do que financiamento?
Em meio ao crédito caro, os brasileiros têm ampliado a procura pelos consórcios.
Entre janeiro e julho de 2026, foram vendidas 3,31 milhões de cotas no país, 15% a mais que no mesmo período do ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).
O número de participantes ativos chegou a 13,41 milhões, novo recorde histórico.
Leia também: Lance livre ou lance embutido: qual estratégia aumenta as chances de contemplação? Mas essa evolução não significa que o consórcio ele seja automaticamente mais vantajoso que o financiamento.
Para Juciel Oliveira, fundador e CEO da Monteo Investimentos, a comparação precisa considerar quanto cada alternativa vai custar ao longo do tempo.
A urgência também pesa nessa escolha.
Quem precisa do bem imediatamente encontra no financiamento uma solução mais previsível.
No consórcio, a contemplação depende de sorteio ou lance e não tem data garantida.
O InfoMoney conversou com especialistas para entender quando o consórcio em tempos de juros altos pode ser competitivo e quais pontos realmente mudam essa conta.
Consórcio x financiamento: o que realmente entra na conta? No financiamento, a referência mais completa é o Custo Efetivo Total (CET) , que reúne juros, tarifas, tributos, seguros e outras despesas.
Também vale observar o sistema de amortização e eventual indexador da operação, como a TR em muitos contratos imobiliários.
Já nos custos do consórcio , entram taxa de administração, fundo de reserva, quando houver, seguros e a regra de reajuste da carta de crédito e das parcelas.
Para Juciel Oliveira, um erro comum é reduzir a comparação a juros de um lado e taxa de administração do outro.
“O consumidor deve projetar o custo total das duas operações durante o período em que pretende manter a dívida”, afirma o CEO da Monteo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.