Distribuidoras podem receber até 32,3% menos energia de Itaipu em 2027
As cotas de energia de Itaipu destinadas às distribuidoras brasileiras podem cair até 32,3% em 2027, segundo cálculos feitos pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica).
A entidade alerta que a ampliação da contratação da Ande, estatal responsável pela gestão de energia naquele país, pode exigir compras adicionais pelas concessionárias e pede uma definição antes do leilão de 13 de novembro para evitar que elas iniciem o próximo ano com contratos insuficientes.
As cotas de Itaipu são as parcelas do fornecimento da usina que as distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são obrigadas a contratar .
Essa energia compõe o conjunto de contratos das concessionárias para atender seus consumidores.
Se o volume recebido diminuir, elas podem precisar comprar energia de outras fontes para cobrir a diferença.
Em carta, a Abradee pede que a agência defina, em conjunto com o MME (Ministério de Minas e Energia) , o montante da Ande ( Administración Nacional de Electricidad) a ser abatido das cotas de 2027 antes do leilão de energia existente marcado para 13 de novembro.
O problema está no calendário.
As distribuidoras têm até amanhã, 30 de outubro, para ratificar ou retificar suas declarações de necessidade de compra para os leilões A-1, A-2 e A-3 .
A cota de Itaipu, porém, costuma ser definida perto do fim do ano, depois da contratação nos certames.
O fornecimento dos contratos do A-1 começa em 1º de janeiro de 2027.
No cálculo da associação, a energia destinada às distribuidoras considera a garantia física total de Itaipu descontada da carga informada pela Ande.
Quanto maior o volume reservado à estatal paraguaia, menor a parcela disponível para as concessionárias brasileiras.
A Abradee calcula que, se o abatimento passar a refletir o consumo efetivo da Ande, a cota das distribuidoras poderá diminuir 24,4%, ou 1.317,2 megawatts médios (MW médios).
No cenário em que a parcela destinada às concessionárias fique limitada à metade brasileira da garantia física da usina, a redução chegaria a 32,3%, ou 1.745,2 MW médios .
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