Auxiliar do Grêmio é preso por descumprimento de medida protetiva
*Por Guilherme Machado O auxiliar da comissão técnica de Renato Gaúcho, do Grêmio, Alexandre Mendes, foi detido nesta quinta-feira, no Aeroporto Internacional de Porto Alegre (RS), por conta de um não cumprimento de medida protetiva, segundo informações inicialmente divulgadas pela Zero Hora e confirmadas pela Gazeta Esportiva .
O profissional da comissão gremista é réu desde setembro de 2025, quando trabalhava no Fluminense, por conta de uma denúncia do Ministério Público em um caso de suposta violência psicológica contra uma mulher com quem conviveu durante seis anos.
Segundo a denúncia, Alexandre Mendes “constrangia, humilhava e manipulava” a suposta vítima.
A prisão foi efetuada no desembarque do Grêmio em Porto Alegre, após o empate em 1 a 1 da equipe gaúcha contra o Remo, em Belém (PA).
De acordo com a acusação, a mulher relatou ter sido vítima de humilhações, constrangimentos e manipulações durante o relacionamento de aproximadamente seis anos.
Segundo a denúncia, Mendes teria feito ofensas frequentes, afirmando que ela era dependente emocional dele, além de proferir comentários depreciativos sobre sua aparência e vida pessoal.
Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp Grêmio se pronuncia Em nota oficial, o Grêmio confirmou a prisão do seu funcionário e anunciou que irá se manifestar quando reunir todos os elementos relativos ao processo.
“O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense informa que acompanha com atenção os desdobramentos do caso que envolve o profissional Alexandre Mendes, após as informações divulgadas na tarde desta quinta-feira (8)”, escreveu o clube.
“O Clube monitora a apuração dos fatos, de natureza estritamente pessoal, pelas autoridades competentes e irá se manifestar assim que reunir todos os elementos relativos ao processo”, concluiu.
Detalhes do caso A denúncia também aponta que a ex-companheira era dopada com medicamentos como Rivotril e Zolpidem durante conflitos do casal.
Um dos episódios relatados teria ocorrido no Dia dos Pais de 2021, quando ela afirma ter sido mantida trancada por cerca de nove horas em um apartamento no Rio de Janeiro e impedida de participar de um almoço familiar.
Conforme o Ministério Público, a relação teria provocado na vítima um quadro de ansiedade e depressão.
O caso foi enquadrado no artigo 147-B do Código Penal, que trata da violência psicológica contra a mulher, caracterizada por ações que causem dano emocional, humilhação, manipulação, isolamento ou restrição da autonomia da vítima.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.gazetaesportiva.com — o conteúdo pertence a Gazeta Esportiva.