Estádio do Rio Preto muda de nome por decisão unânime do conselho
O estádio do Rio Preto, conhecido popularmente como Riopretão, voltou a se chamar Victor Britto Bastos.
A mudança, aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo na última segunda-feira, encerra uma antiga discussão sobre a denominação do estádio, que vinha sendo chamado oficialmente de Anísio Haddad.
A decisão foi explicada pelo presidente do clube, José Eduardo Rodrigues, que resgatou documentos e episódios da história do Rio Preto para justificar a alteração.
Segundo ele, a homenagem a Anísio Haddad não foi aprovada de maneira definitiva conforme as exigências do estatuto do clube. — Existe na história do Rio Preto Esporte Clube uma velha pendência, agora resolvida pelo Conselho Deliberativo que, de forma unânime, decidiu denominar definitivamente o nosso estádio como Victor Britto Bastos, nosso eterno patrono.
Existem confusões na cidade, inclusive entre torcedores mais jovens, que desconhecem a história do clube.
Tenho aqui atas de várias reuniões do conselho nos últimos 30, 40 anos e documentos que comprovam as razões que levaram a essa decisão, por proposta do presidente Itamar Malvezi e também de minha autoria.
Estádio do Rio Preto passa a se chamar Victor Britto Bastos Muller Merlotto Silva/Rio Preto Veja também + Mais sobre o Rio Preto + Outras notícias do ge.globo/tvtem O dirigente também destacou a importância de preservar os registros históricos da instituição e disse que o clube pretende digitalizar atas e documentos para disponibilizá-los aos torcedores. — O clube se reencontra com suas origens, abrindo suas portas para o futuro.
A história é uma continuação, e o presente é uma extensão do passado.
Temos livros e atas que comprovam tudo isso.
Em breve, vamos digitalizar esses documentos e disponibilizá-los para que os torcedores de hoje possam verificar o que aconteceu na nossa história.
A escolha do nome Victor Britto Bastos resgata a participação da família na trajetória do Rio Preto.
Em 8 de novembro de 1922, Victor Britto Bastos e sua esposa, Generosa de Siqueira Brito, doaram ao clube um terreno na rua Bernardino de Campos para a construção de um estádio.
A doação, porém, previa uma cláusula de reversão, que obrigaria o clube a devolver a área à família ou aos descendentes caso deixasse o local.
Na década de 1960, diante da necessidade de um campo maior e das exigências da Federação Paulista, o Rio Preto precisou buscar uma nova área.
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