Discord admite falha em caso da morte de menina de 13 anos
O Discord admite que os seus mecanismos de segurança falharam para derrubar a live que culminou no suicídio de uma adolescente de 13 anos.
Segundo um relatório da empresa obtido pela GloboNews , a companhia entende que demorou demais para tirar a live do ar e inicialmente não avaliou o conteúdo como ameaçador.
A documentação revela que a livestream foi iniciada às 2h20 da manhã (horário de Brasília) de 22 de julho, mas a plataforma só foi entender algum tipo de periculosidade atrelada ao conteúdo por volta das 3h50.
No entanto, o servidor só foi efetivamente retirado do ar para que a live fosse interrompida às 4h15 , ou seja, quase duas horas depois do início.
Os sistemas de segurança do Discord funcionam por meio de um indicador de gravidade para esses conteúdos.
A princípio, a live teria marcado somente 0,12 ponto de perigo , o que não gera preocupações.
Todavia, o sistema de intervenção automático da rede social entra em ação a partir de 0,95 ponto.
Discord enfrenta pressões para aumentar processos de segurança na plataforma. (Imagem: ilgmyzin/unsplash).
Um dos motivos para a dificuldade do Discord em entender que o conteúdo era criminoso ocorreu por um tipo de “máscara” criada pelos integrantes.
O servidor exigia um convite por link específico e os nomes e as comunicações usadas pelos membros não eram explícitos, então o sistema entendia que tudo estava dentro da normalidade.
Mesmo com o erro, o Discord avalia a eficácia do seu modelo de detecção de segurança .
“Reduzir o limiar de detecção aplicável aumentaria materialmente os falsos positivos e poderia comprometer a eficácia da intervenção proativa automatizada”, diz.
A plataforma explica no relatório que estuda mudanças nos seus critérios.
ANPD suspendeu lives do Discord Na última quarta-feira (12), a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das livestreams do Discord no Brasil .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.