Com IA para robô, humanos pensarão duas vezes antes de bullying com máquina
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× (Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt . O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL , no Spotify , no Deezer e no Apple Podcasts . Nesta semana: IA do Google para robôs ; China tem um problema ; Kimi K3 ; A IA do Itaú ; Golpes no Brasil )
O Google diz ter dado um passo definitivo para tirar os robôs do "modo laboratório", quando o ambiente não pode mudar, e levá-los para o mundo real. No novo episódio de Deu Tilt , o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz explicam o que o Gemini Robotics 2 muda na robótica.
A promessa é levar a autonomia que a IA generativa já mostrou no digital para o mundo físico: mais destreza nas mãos, corpos que se adaptam a mudanças no ambiente e até cooperação entre máquinas para concluir uma tarefa.
A gente só não tem isso ainda porque os robôs têm uma dificuldade muito séria e muito palpável: eles são muito úteis, mas desde que façam atividades repetitivas, pré-programadas, ou que sejam tele-operados pelos seres humanos, e o ambiente não pode mudar de jeito nenhum. Eu não conheço nenhum lugar fora de um laboratório que seja assim. Mas o Google inventou uma inteligência artificial muito diferente daquela que a gente usa no ChatGPT, no Claude e no próprio Gemini, que resolve esse tipo de coisa. Helton Simões Gomes
São os modelos visão-linguagem-ação: em vez de processarem principalmente texto, o sistema usa o que o robô vê e ouve para calcular como moverá seu corpo, sendo capaz de traduzir mudanças no ambiente em movimento.
Um exemplo citado no programa é o Apollo 2, robô humanoide equipado com a família Gemini Robotics 2, que não só andar com desenvoltura, mas manipula objetos com mais precisão, algo que costuma travar robôs fora de tarefas previsíveis.
Apesar de a gente achar que é muito simples tudo que a gente faz com a mão, são coisas muito complexas. Todos os movimentos que a gente executa com a mão são muito difíceis de serem replicados. Então a destreza manual agora permite que esse robô faça movimentos de pinça, aplique pressão variável dependendo da sensibilidade do objeto. Helton Simões Gomes
Diogo Cortiz explica que esse é um passo importante para a "IA física" ganhar corpo e lembra do paradoxo de Moravec: automatizar tarefas cognitivas pode ser mais fácil do que lidar com o mundo real, que exige sensoriamento fino, coordenação do corpo e respeito às leis da física.
O nosso corpo é muito fluido; levar isso para a robótica é muito difícil porque envolve entender a ação, coordenar diferentes partes e levar em consideração as leis da física.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.