Economia da América Latina desacelera e deve registrar inflação acima de 4%, aponta FMI
A América Latina e o Caribe devem enfrentar um ritmo mais moderado de expansão econômica em 2026, em um cenário de persistência das pressões inflacionárias.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a região terá crescimento de 2,3% neste ano, abaixo dos 2,5% previstos para 2025.
Ao mesmo tempo, a inflação deve ficar em 4,2% em 2026 e recuar ligeiramente, para 4,1%, em 2027.
As estimativas integram o relatório de perspectivas econômicas mundiais apresentado nesta terça-feira, 13, durante a reunião anual do organismo, em Bangkok, na Tailândia.
A projeção para o desempenho da economia latino-americana em 2026 representa um corte de 0,1 ponto percentual em relação ao cálculo divulgado em julho.
No Brasil, a previsão do FMI é de crescimento de 2,2% em 2026.
Para a Argentina, a perspectiva é de desaceleração mais intensa: depois de expandir 4,5% em 2025, o país deve registrar avanço de 2,1% neste ano.
Para a economia mundial, o Fundo projeta expansão de 3,1% em 2026, uma estimativa um pouco mais otimista do que a apresentada alguns meses antes.
Continua após a publicidade Inflação Para o FMI, a trajetória dos preços exige atenção dos responsáveis pelas políticas econômicas da região.
O aumento dos custos de energia e de matérias-primas, associado à guerra no Oriente Médio , pode se espalhar por diferentes setores e dificultar o controle da inflação.
A intensidade desse efeito, porém, tende a variar de acordo com as características de cada economia.
Países que exportam commodities podem enfrentar consequências diferentes das observadas naqueles que dependem da importação desses produtos.
A avaliação é que as autoridades monetárias e os governos precisam conter os desdobramentos inflacionários do choque inicial.
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