A rua é o destino: como o Brasil financia a miséria
Imagens brutais flagraram um morador de rua desferindo um chute na cabeça de uma criança de 5 anos.
O autor ainda tentou dar uma cabeçada na policial, que interveio e foi preso.
Após a confecção de termo circunstanciado, bem como avaliação médica, que negou internação involuntária do agressor, foi novamente colocado em liberdade.
Infelizmente, esta covardia não é um ato isolado, diversos outros casos recentes tiveram destaque .
O problema ora revelado vem sendo construído há anos e a virtude da tragédia é que parece estar ganhando espaço na agenda política.
Inicialmente, é importante esclarecer que seria desonesto afirmar que toda a população de rua é criminosa.
Há ali um universo heterogêneo, com pessoas vitimadas pela pobreza, vício, doenças psiquiátricas, violência e exclusão.
Mas, em contrapartida, não se pode romantizar a questão e fingir que não existe um grave problema de segurança pública vinculado .
Os crimes envolvendo moradores de rua são inúmeros.
Infelizmente, por falha na coleta de dados, não há estatística oficial auditável.
Entretanto, o então Secretário de Segurança do DF, Sandro Avelar, revelou em dezembro de 2025 que “cerca de 70% dos homicídios na região metropolitana do DF envolviam, entre vítimas e autores, pessoas em situação de rua.” Agosto de 2026 não criou essa realidade.
Apenas rompeu a anestesia.
O segundo Censo Distrital contou 3.521 pessoas em situação de rua no DF, crescimento de 19,4% em relação a 2022.
O Plano Piloto concentra aproximadamente um quarto delas.
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