Parabéns, Corinthians, em nome da minha família, e muito obrigado por tudo
Com 5 anos, vi pela primeira vez reações de felicidade e amor pelo clube de futebol da minha vida.
Foi no dia 6 de março de 1968, quando o Corinthians quebrou o tabu de anos sem vitória contra o Santos de Pelé.
Obviamente estou falando do Sport Club Corinthians Paulista e as reações de felicidade foram de meu pai e de meus tios corintianos roxos (como se dizia na época).
Dois anos depois, em 1970, eu entendi na prática de onde vem tanta paixão, tanta emoção por um time de futebol.
Meu pai me levou ao Parque São Jorge (que eu amo) lotado para assistir a Corinthians 1 a 1 Ponte Preta.
Foi a minha primeira experiência e fui em um dia especial, porque nele voltavam Ado e Rivellino depois de serem tricampeões do mundo no México — e foi inesquecível.
Meu pai começou a me levar aos jogos e presenciei diversas manifestações incríveis da torcida corintiana, tanto no Morumbi como no Pacaembu.
Não sei se era o meu sonho ser jogador de futebol com cinco anos de idade, mas, se eu fosse jogador de futebol no futuro, tinha que ser lá, no Corinthians.
Com 11 anos de idade, desci do ônibus em frente ao Terrão (que eram três campos de terra) e me inscrevi para fazer a peneira do Dente de Leite do Corinthians em 1975. Entre cerca de cem garotos, passei já na primeira lista.
Fui sozinho e só falei para meu pai dois meses depois. Ele teve um ataque de felicidade de que me lembro até hoje.
O senhor Walter era um corintiano para quem o Corinthians nunca perdia, porque sempre tinha uma justificativa — e, na maioria das vezes, era a arbitragem.
Disputei todas as categorias de base e, em 1982, virei titular do time profissional. Em minha estreia, fiz quatro gols, aos 18 anos.
Nesse primeiro ano surgiu a Democracia Corinthiana . Fomos semifinalistas do Campeonato Brasileiro, campeões paulistas, e ainda fui artilheiro com 28 gols e o terceiro artilheiro do Brasil, com 39 gols no ano.
Esses momentos foram os mais importantes para mim e para minha família, e talvez os momentos de grande orgulho do meu pai, vendo seu filho jogar com a camisa do time que amava e fazendo história.
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